Nem toda presença é bênção
Nem toda presença é bênção. Nem toda companhia é neutra.
Você pode não perceber de imediato, mas certas influências ao seu redor começam a te desgastar em silêncio.
Pouco a pouco, você deixa de ser quem era. A luz apaga, a força esmorece, o brilho some.
Você muda. Para pior.
A mente se contamina. O corpo sente.
A alma, confusa, começa a se calar.
Tudo o que é tóxico no outro começa a fermentar dentro de você.
E sem notar, você está se tornando aquilo que antes jurava jamais ser.
É assim que a decomposição começa: nos detalhes que você não vigia.
Relacionamentos, amizades, parcerias. Gente que parece inofensiva, mas mina seu valor com palavras sutis, piadas disfarçadas, invejas escondidas.
Não são inimigos declarados. São companhias erradas, mas constantes.
Por isso, escolha. Escolha com coragem quem senta à sua mesa, quem ouve seus segredos, quem caminha ao seu lado.
Você precisa estar perto de quem eleva, de quem inspira, de quem te chama para o alto, não de quem vive rastejando e te arrasta junto.
Gente que quer te ver bem nunca te corrói por dentro.
Gente que ama de verdade não fere sua essência.
Gente boa não apodrece quem toca.
Cuidar de si é, também, cuidar do que e de quem você permite permanecer.
E às vezes, preservar sua luz exige o afastamento de sombras que você insistia em manter por perto.
por @diarioespirita1