Comentário do Dia: Sanções dos EUA contra Alexandre de Moraes se baseiam em lei sobre direitos humanos
O comentarista Maurício Paim destacou que as sanções impostas pelo ex-presidente Donald Trump ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes se baseiam na chamada Lei Magnitsky, legislação dos Estados Unidos que permite sanções econômicas e comerciais a pessoas acusadas de violar direitos humanos. Segundo Trump, a decisão de Moraes de determinar a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro configuraria uma violação nesse sentido.
Para Paim, as decisões atribuídas a Alexandre de Moraes não ocorreram de forma isolada. Ele lembrou que houve participação da Procuradoria-Geral da República e aval dos demais ministros do STF, o que, segundo ele, torna a sanção americana um ato de caráter personalista. “Se essa lei se aplica ao Moraes, também deveria valer para outros atores institucionais que participaram das decisões”, afirmou.
Ainda segundo o comentarista, o tarifaço anunciado por Trump, inicialmente previsto para começar em 1º de agosto e adiado para 6 de agosto, deve afetar exportações brasileiras de produtos como carne, café, frutas e açaí. Paim afirmou que o impacto direto nas cadeias produtivas pode provocar demissões em massa, principalmente no setor industrial. “Estudos apontam para uma estimativa de 110 mil demissões imediatas”, disse.
Paim também abordou o uso político da situação, afirmando que há uma personalização do conflito entre membros do STF e aliados de Bolsonaro. Ele criticou a centralização de lideranças tanto na direita quanto na esquerda, ao apontar que os dois campos políticos se concentram em figuras únicas. Para o comentarista, “quando a defesa de interesses pessoais compromete a nação, a prioridade da pátria fica em segundo plano”.
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