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Opinião Sem Segredo: RS tem um terço dos detentos inseridos em programas de trabalho

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

O comentarista Luciano Azevedo informou que cerca de 15 mil presos no Rio Grande do Sul, o equivalente a um terço da população carcerária do estado, já estão inseridos em atividades de trabalho. Segundo ele, a informação foi repassada pelo secretário estadual Jorge Pozzobom, responsável pela pasta de políticas penitenciárias. O estado tem atualmente cerca de 50 mil presos, número superior à capacidade das unidades prisionais.

De acordo com Azevedo, os presos atuam em convênios com empresas privadas e órgãos públicos, com funções que incluem trabalhos dentro dos próprios presídios e em linhas de produção. “É um avanço porque quem cometeu um crime tem que pagar por ele, mas também se deve pensar na recuperação, porque essas pessoas um dia vão sair do presídio”, afirmou.

O comentarista destacou que a principal dificuldade para ampliar o número de detentos trabalhando é a falta de empresas dispostas a oferecer vagas. Ele mencionou como exemplo a proposta do vereador Ronaldo Rosa, que sugeriu destinar 15 vagas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) municipal para presos do regime semiaberto. Azevedo avaliou a proposta como positiva e alinhada aos esforços de reinserção.

Para o comentarista, iniciativas como essa ajudam a reduzir a reincidência criminal. Ele afirmou que o processo de reintegração depende de avaliações rigorosas do Judiciário, mas defendeu que o trabalho pode oferecer oportunidades para que os presos não retornem à criminalidade. “Toda iniciativa que puder ser feita para que o preso trabalhe e não fique ocioso é muito positiva”, declarou.

Ouça o comentário na íntegra: