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Trânsito

Gestor de CFC critica possível desregulamentação da formação de condutores: “Um retrocesso para o trânsito e a educação”

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Nova Carteira Nacional de Habilitação - Foto por: Lidiana Cuiabano/Detran-MT

A possibilidade de o Ministério dos Transportes flexibilizar as exigências para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), retirando a obrigatoriedade das aulas em Centros de Formação de Condutores (CFCs), gerou críticas de especialistas do setor. Para Henrique Kujawa, gestor do CFC Planalto, tradicional da cidade, a medida representa um retrocesso na mobilidade urbana e na segurança no trânsito.

“Hoje, o trânsito mata muita gente. As aulas teóricas e práticas não servem apenas para aprender a dirigir, mas para educar e formar condutores conscientes. Tirar isso é desvalorizar a vida”, afirmou Henrique em entrevista na Uirapuru.

A proposta, segundo o Ministério, visa facilitar o acesso à CNH, especialmente para pessoas de baixa renda, diante do alto custo do processo. Henrique reconhece que o valor pode pesar no bolso da população, mas contesta a solução proposta. De acordo com ele, existem alternativas melhores, como a CNH Social, que já subsidia a habilitação para quem não pode pagar. O caminho é ampliar esse tipo de programa, não acabar com a formação.

O gestor ainda levantou dúvidas sobre os reais interesses por trás da proposta. “Quem se beneficia com a desregulamentação? Estamos falando de tirar uma etapa essencial de formação, com profissionais qualificados e estrutura preparada. Isso é perigoso”. Reforça Henrique.

Para ele, além de ineficaz do ponto de vista econômico, a medida coloca em risco a segurança no trânsito. Para o gestor, não é só uma questão de custo. É uma questão de responsabilidade.