Passo Fundo sedia o 63º Congresso da SOBER com foco em sustentabilidade e inovação no agronegócio
Começou neste domingo (27), na Universidade de Passo Fundo (UPF), o 63º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER). O evento, que segue até o dia 31 de julho, reúne mais de 500 participantes de todas as regiões do Brasil e de países como Chile, Paraguai, Uruguai, Estados Unidos, Inglaterra e Portugal.
Com o tema central voltado à inovação tecnológica, energias renováveis e financiamento verde no agronegócio, o congresso busca debater os novos caminhos da produção rural diante dos desafios ambientais e econômicos. Durante os quatro dias de programação, serão apresentados mais de 500 trabalhos científicos, além de painéis temáticos, sessões organizadas e debates com especialistas nacionais e internacionais.
Segundo o presidente da SOBER, professor Alcido Wander, o congresso é o principal evento da área no país e referência para quem atua com economia, administração, gestão e sociologia aplicadas ao meio rural. De acordo com ele, a SOBER existe há 66 anos e realiza congressos praticamente todos os anos. O evento é itinerante, sempre procurando dialogar com temas de interesse local e nacional. Essa edição, aqui em Passo Fundo, retoma uma história iniciada em 2002, quando a cidade sediou o evento pela primeira vez.
Entre os principais eixos temáticos estão o avanço da tecnologia no campo, o uso de energias limpas e o crescente papel do financiamento verde. Segundo Wander, práticas sustentáveis passarão a ser cada vez mais exigidas como condição para acesso ao crédito rural. “A realidade é que o crédito para o agronegócio está se voltando à sustentabilidade. As opções de financiamento estarão atreladas a práticas produtivas responsáveis e ambientalmente corretas”, afirmou.
O público do congresso é composto por professores, pesquisadores, estudantes de mestrado e doutorado, representantes de órgãos públicos, produtores rurais e técnicos da área agrícola. Instituições como a Embrapa, universidades públicas e privadas e órgãos de pesquisa agropecuária também marcam presença.
A escolha de Passo Fundo como sede foi motivada, segundo Wander, pela estrutura da UPF e pela importância estratégica da região para o agronegócio. “A universidade demonstrou interesse, capacidade organizacional e conexão com a temática. A região do Planalto Médio é um polo agropecuário e tecnológico, o que torna a cidade o lugar ideal para sediar o evento”, explicou.
A programação segue até quinta-feira (31), com painéis, debates e apresentações voltadas tanto ao setor acadêmico quanto ao setor produtivo. A expectativa é de que os conteúdos discutidos sirvam de base para novas políticas públicas, estratégias de desenvolvimento rural e ações voltadas à sustentabilidade no campo.