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Opinião Sem Segredo: Vacinação contra influenza tem cobertura insuficiente e amplia risco coletivo

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers
Pneumologista alerta para cuidados com problemas respiratórios durante o outono e inverno
Pneumologista alerta para cuidados com problemas respiratórios durante o outono e inverno

No quadro Opinião Sem Segredo desta quinta-feira (24), o comentarista Luciano Azevedo chamou a atenção para a baixa cobertura vacinal contra a gripe no Rio Grande do Sul, especialmente em um momento de inverno rigoroso. Segundo ele, os números de internações e óbitos por gripe e síndrome respiratória aguda estão muito acima do normal, o que demonstra uma falha na adesão à vacinação.

Luciano reforçou que a vacina contra a influenza está disponível de forma gratuita e que a baixa procura contribui para a circulação do vírus. Ele destacou que o impacto é mais grave entre pessoas com baixa imunidade, idosos e crianças. “A vacina está à disposição de todo mundo, as autoridades têm chamado as pessoas pra se vacinarem”, afirmou, ressaltando que o ato de se imunizar protege não só o indivíduo, mas também quem está ao seu redor.

O comentarista lembrou que o Brasil tem um dos programas de vacinação mais reconhecidos do mundo, com mais de 50 anos de existência, independente de governos. Ele associou parte da desinformação atual à controvérsia gerada durante a pandemia da Covid-19, mas destacou que as vacinas tradicionais têm histórico comprovado de segurança e eficácia. “Estamos falando de outras vacinas, que há muitos anos são utilizadas, foram testadas, salvaram vidas, que não têm nada a ver com aquela discussão”, disse.

Luciano também abordou a resistência de algumas pessoas à vacinação, mencionando a existência de discursos públicos contrários à imunização. Segundo ele, esse tipo de posicionamento representa um obstáculo à proteção coletiva. “A pessoa não se vacina, ela se arrisca mais a contrair doenças como a influenza”, afirmou. Ele defendeu que a vacinação continue sendo incentivada como medida de saúde pública, especialmente durante o inverno.

Ouça o comentário na íntegra: