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Ponto e Contraponto: Estudo do Vale do Taquari propõe tarifa menor em concessão de rodovias

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

Foto: Gustavo Mansur/Secom

No quadro Ponto e Contraponto desta quinta-feira (17), na Rádio Uirapuru, a jornalista Zulmara Colussi destacou que um estudo técnico encomendado pela Câmara da Indústria e Comércio do Vale do Taquari poderá influenciar a revisão da tarifa prevista no edital de concessão de rodovias do bloco dois, que inclui trechos da RS-324 e da RS-135, no norte do Estado. O levantamento propõe uma tarifa inferior à atualmente sugerida pelo governo estadual.

Segundo Zulmara, o governo baseou a proposta de tarifa em dados de 2022, período ainda afetado pela pandemia, com menor circulação de veículos. No entanto, o novo estudo teria sido feito após a liberação da ponte reformada sobre o Rio Taquari, permitindo mensurar o fluxo atual. O vice-presidente da entidade, Adelar Steffler, declarou que “uma tarifa de 14 centavos é o ideal e pode ser até menor”.

A jornalista observou que a região norte do Estado poderia ter se articulado com o Vale do Taquari para também apresentar dados atualizados e buscar melhores condições no edital. “A região norte podia ter se associado para argumentar junto ao governo que é possível melhorar o edital”, afirmou. Ela reforçou que não há oposição às melhorias, mas sim à cobrança de um valor justo de pedágio.

Zulmara também comentou avanços recentes em projetos de infraestrutura em Passo Fundo, como a Transbrasileira, os trevos da Santa Marta, Grã-Palácio e Caravela, além da BR-285. No entanto, alertou que sem mobilização regional para garantir recursos no orçamento federal de 2026, essas obras podem não sair do papel. “Se não houver mobilização da região norte e do Alto Uruguai, nós não vamos ver a obra da Transbrasileira”, pontuou.

Ouça o comentário na íntegra: