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Jornal TROCA-TROCA

Editorial do Jornal Troca-Troca: Valores cristãos e a solidariedade em risco           

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

Como diz o título deste artigo, os valores cristãos tão presentes no mundo ocidental, onde estamos inseridos, inclusive as ações solidárias, correm um sério risco de serem extintas e substituídas por atos de governos totalitários e fundamentalistas. Pelo menos é isso o que temos presenciado nesta metade da terceira década do século XXI. Uma mostra deste cenário tenebroso, nós brasileiros sentimos recentemente, quando o presidente norte-americano, Donald Trump, determinou um tarifaço de 50% sobre os produtos nacionais. Alegando que o judiciário brasileiro, principalmente na figura do ministro do STF, Alexandre de Moraes, tem feito uma perseguição e “caça às bruxas” contra o patriarca da família Bolsonaro e isso não o agradou, pois é do seu viés político de direita radical.

 Essa decisão de Trump, nada solidária, atinge todos brasileiros, pois deverá gerar principalmente desempregos e “quebradeira” em certos setores, como é o caso do agro e da indústria. No setor industrial, por exemplo, a previsão trágica mais otimista, é o desemprego imediato de 110 mil pessoas. O afronta não ficou só por aí e o desequilibrado diz que está contra o PIX brasileiro, motivo de agrado de toda população e até o comércio de rua lá da 25 de março em São Paulo. Inacreditável: Presidente da maior nação mundial se atendo a comércio de rua e forma de pagamento criada pelo Brasil. Isso mostra que a questão não é só ter conhecido Bolsonaro (dito por analistas que foi usado por Trump como um boi de piranha), mas na real, por trás está interesse das big-techs com que Trump tem interesses, bem como participação do Brasil ao grupo dos Brics criado há anos. Esse tarifaço é algo muito típico de um lunático enraivecido, bastante semelhante ao ícone da tirania chamado Adolf Hitler. Trata-se de uma ação de quem, assim como Hitler, se acha o todo poderoso e dono ou imperador do mundo. O líder nazista, por exemplo, desprezou e expurgou os menos favorecidos, os mais fracos, os inválidos, os sem aparência, povos que ele considerava uma ameaça e até mesmo as mulheres, não passando de um misógino machista, onde para ele as mulheres servem apenas para procriação.

 Passados todos esses anos pós Hitler, temos assistido atitudes idênticas praticadas por Donald Trump. É evidente, que em função das suas posições políticas e eleitoreiras, impede ele de assumir publicamente isso. Depois de 80 anos da queda do Terceiro Reich, parece que o norte-americano encarna um espírito hitleriano. Foi justamente com essa visão totalitária, que os nazistas criaram o que até hoje nos choca ao olharmos o passado, ou seja, locais de tortura e campos de concentração, onde a morte de inocentes afogava o espirito humano cristão.

 Pós 2ª Guerra Mundial, foi inaugurado um novo tempo, onde houve solidariedade entre os países, ajuda mútua, repartição, incentivos econômicos, investimentos em países atrasados e

até devolução de colônias ocupadas por países ricos. Tudo isso ocorreu num viés cristão, com amparo aos pobres, aos mais necessitados e aos menos beneficiados culturalmente. Isso vinha ocorrendo numa crescente, ou seja, a humanidade viveu décadas de sentimentos valorosos aos olhos de Cristo após a tragédia da 2ª guerra que dizimou milhões no planeta.

   De um momento para outro aconteceu uma regressão e tudo começou a mudar agora com a chegada desse novo século e se agravou nessa década atual. Hoje, percebemos novamente o risco de uma desestruturação global, onde o rico pisa em quem menos pode, suspendendo investimentos em diversas áreas, ignorando ajuda humanitária e prejudicando uma maioria para satisfazer egos ideológicos.

 Tudo isso chegou ao Brasil e 200 anos de relação das mais sadias com os Estados Unidos, é atacada por uma questão simplesmente política, onde o todo poderoso presidente republicano, por não gostar de um membro do judiciário brasileiro, por entender que a decisão desse atinge os interesses daquele, resolve abrir uma grande guerra econômica contra um País inteiro, afetando 200 milhões de brasileiros e agredindo até a nossa soberania nacional.

Todas as referências do direito, da economia, da política, são unânimes em afirmar o absurdo pelo fato que os Estados Unidos têm uma vantagem comercial em relação ao Brasil. Eles ganham lucram muito mais pois vendem muito mais para nós (com grandes isenções) do que nós exportamos para eles. Isso mostra que a decisão do tarifaço de Trump é puramente ideológica e não econômica como tentou alegar.

 A que ponto chegou isso tudo. O prejuízo para nosso Brasil com esse tarifaço é tão grande, que até mesmo políticos ligados ao PL, partido do ex-presidente Bolsonaro, estão condenando essa atitude do governo dos Estados Unidos. Inclusive o ex-vice Presidente, General Mourão manifestou-se contrário ressaltando a soberania do nosso país. Por outro lado, também nos deparamos com uma bolha de políticos extremistas querendo dar razão para Trump. O fato é, que não podemos aceitar e compactuar com o que vem ocorrendo. O Brasil, é mais um País, que vem sentindo na pele esse rompimento da ordem e da paz mundial, provocada por ideias malucas, lunáticas e esquizofrênicas.