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Geral

Moradores do bairro Santa Maria II reclamam de obra inacabada em sanga e mau cheiro em dias de chuva

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

Na manhã de ontem (17), a Rádio Uirapuru recebeu uma denúncia de moradores da Rua Osório Teixeira, no loteamento Santa Maria II, em Passo Fundo.  Segundo os relatos, uma obra iniciada e não concluída pela Corsan, nas proximidades de uma sanga, tem causado diversos transtornos à comunidade local, como acúmulo de lama, mau cheiro e dificuldades para o tráfego de pedestres e veículos.

De acordo com o morador Julio Cesar, a Corsan iniciou a instalação de redes de esgoto e canalização no local.  Após a limpeza da área, com retirada da vegetação e realização de terraplanagem, as atividades foram interrompidas.  Desde então, a terra solta tem invadido a rua e a própria sanga, provocando um processo de assoreamento.  O resultado é a formação de um lamaçal que dificulta a circulação e afeta diretamente a rotina dos moradores. Além disso, o forte odor proveniente do esgoto tem causado incômodo constante à vizinhança, especialmente em dias de chuva.  Outro agravante apontado pelo morador é que, do lado oposto da sanga, uma empresa teria depositado uma grande quantidade de terra, contribuindo ainda mais para o assoreamento do riacho.

A Rádio Uirapuru entrou em contato com a Prefeitura de Passo Fundo para verificar a situação.  De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Diorges Oliveira, por se tratar de uma área próxima a um arroio e considerada de preservação permanente, é necessário que a Secretaria seja formalmente comunicada.  Ele orienta que, em casos como esse, os moradores registrem uma denúncia oficial, o que permite que os órgãos competentes iniciem o processo de apuração, com o envio de equipes de fiscalização, análise de licenças, autorizações e prazos.

Após a análise, caso sejam constatadas irregularidades, os responsáveis pela obra podem ser notificados e até multados.  Ainda segundo Diorges, uma equipe de fiscais irá até o local nesta sexta-feira (18) para verificar a situação.  Caso seja constatada a ausência de licenças ou manejo ambiental inadequado, os responsáveis poderão ser autuados.