A vida não pode ser só trabalhar e pagar as contas
A vida não pode ser apenas acordar cedo, correr contra o tempo, pagar contas. Não pode ser um ciclo automático onde você apenas sobrevive, enquanto a alma grita em silêncio, esquecida. Você não veio ao mundo para funcionar como uma máquina. Você veio para tocar e ser tocada, para viver com presença, para amar com verdade e ser inteira em tudo que faz.
Seu casamento não pode se reduzir a uma parceria logística. O amor adoece sem afeto, sem toque, sem aquele olhar que ainda diz “estou aqui”. E seus filhos… eles não querem só saber se fizeram a lição ou se comeram direito. Eles querem te ver rindo por nada, ouvindo suas histórias, estando ali — inteira, sem distração, sem culpa.
Os dias passam, os rostos mudam, os corpos cansam, e você se pergunta onde ficou aquela versão sua que sonhava, que dançava na cozinha, que sentia leveza por dentro. A culpa vem. O cansaço pesa. E no meio disso tudo, você tenta lembrar quem era antes de tudo exigir tanto de você.
Mas talvez não seja força o que esteja faltando. Talvez seja direção.
Chico Xavier dizia: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” E talvez este seja o ponto de virada da sua história. Não nos grandes eventos, mas nas escolhas silenciosas. No modo como você decide, a partir de agora, viver os seus dias.
Você não precisa dar conta de tudo. Mas precisa voltar para si. Para aquilo que pulsa de verdade. Para o que faz sentido.
Por @diarioespirita1