Ponto e Contraponto: Câmara vota projeto que altera plano diretor para programas habitacionais
Durante o Ponto e Contraponto desta quarta-feira (9), na Rádio Uirapuru, a jornalista Zulmara Colussi destacou a pauta da sessão da Câmara de Vereadores de Passo Fundo, que ocorre nesta tarde, a partir das 15h. Estão previstas quatro matérias para votação, três de autoria parlamentar e uma do Executivo. Entre os projetos, estão a criação do Dia do Futebol Amador e o programa Adote um Banheiro Público, ambos de autoria do vereador Ronaldo Severo Rosa, além da proposta da vereadora Marina Bernardes que institui o programa Banco Social de Empregos.
A jornalista também chamou atenção para a proposta do Executivo que será votada e envolve alterações no plano diretor para permitir a alienação de lotes urbanos destinados a programas habitacionais. Zulmara observou que o plano diretor segue sem revisão completa e ressaltou que há pressão de diversos setores da sociedade para que o Executivo avance na elaboração de um novo projeto. Ela lembrou que as discussões começaram ainda antes da pandemia, com audiências públicas, mas que o processo não teve continuidade desde então.
A jornalista comentou que o governo municipal tem informado que contratou empresas especializadas para formular o novo plano diretor, mas apontou que o tempo decorrido desde o início da pandemia evidencia a urgência da revisão. “Nós estamos em 2025. Se passaram dois anos de pandemia, mas urge, é urgente, porque temos aí uma colcha de retalhos no plano diretor”, afirmou.
Zulmara também abordou a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano de 2026 pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O texto prevê receita de R$ 67 bilhões e despesa de R$ 72 bilhões, resultando em um déficit de R$ 5 bilhões. Ela relatou que a votação foi marcada por críticas da oposição, que acusou o governo estadual de não aplicar os percentuais mínimos em saúde e educação, além da ausência de investimentos em conservação ambiental. Em defesa do Executivo, o deputado Frederico Antunes afirmou que o orçamento aprovado é “possível e real” diante da situação financeira do Estado.
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