Skip to content

podcast

Comentário do Dia: Falta de estrutura e ausência dos pais dificultam prevenção à violência escolar

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

Durante sua participação no Comentário do Dia da Rádio Uirapuru, nesta quarta-feira (9), o comunicador Maurício Paim destacou a necessidade de maior preparo nas escolas para situações de violência, como o ataque ocorrido no município de Estação, onde um adolescente de 16 anos matou uma criança e feriu outras pessoas. Paim chamou a atenção para a importância de ter profissionais qualificados nas instituições de ensino, afirmando que a presença de um inspetor foi fundamental para conter o agressor. Segundo ele, “a professora tentou segurar e foi ferida, por quê? Porque ela não é qualificada para fazer a segurança”.

O comunicador também defendeu ações permanentes contra o bullying e o cyberbullying. Para ele, a abordagem precisa ser contínua, envolvendo a escola, as famílias e, se necessário, os órgãos de proteção. “Alunos que fazem bullying com outro colega, tem que chamar as famílias, se for o caso, tem que denunciar ao Conselho Tutelar, ao Ministério Público”, afirmou. Paim alertou ainda para o risco de que episódios como o ocorrido em Estação motivem outros jovens a agirem de forma semelhante, especialmente quando expostos a conteúdos em redes sociais que incentivam a violência.

Maurício Paim isentou as escolas de responsabilidade direta pelos ataques e apontou a falta de estrutura física e de investimentos por parte dos governos. Ele sugeriu mudanças arquitetônicas nos prédios escolares para controlar melhor o acesso. “O ideal das escolas seria ter o portão de entrada, um saguãozinho de recepção, e uma outra portaria que ninguém acesse, a não ser devidamente identificado”, disse. Segundo ele, estruturas antigas dificultam a adoção de medidas de segurança mais eficazes.

O comunicador também abordou o papel das famílias na prevenção de comportamentos violentos. Segundo ele, pais e responsáveis muitas vezes não percebem sinais de alerta por falta de preparo. Paim defendeu maior participação dos pais em ações promovidas pelas escolas e criticou a exposição de menores a conteúdos nocivos nas redes. Para ele, “liberdade de expressão do menor de idade é uma pinóia”. E acrescentou: “Enquanto for menor de idade, quem responde é o pai e a mãe”. Ele finalizou reconhecendo o trabalho da Promotoria da Infância e da Juventude e da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente em Passo Fundo, destacando a agilidade nas respostas às denúncias recebidas.

Ouça o comentário na íntegra: