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Geral

Tragédia em Estação: agressor tentou entrar em sala do maternal, mas foi impedido

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A Uirapuru acompanhou nesta quarta-feira (09) em Estação-RS, o velório do menino Vitor Kungel Gambirazi, de apenas 9 anos, vítima fatal do ataque ocorrido na Escola Municipal Maria Nascimento Giacomazzi, em Estação, na manhã de ontem (8).  Vitor foi morto por um adolescente de 16 anos que entrou na escola alegando que precisava entregar um currículo, mas invadiu uma sala do 3º ano e esfaqueou a vítima, mais duas alunas e uma professora. Depois do crime o agressor foi contido e a polícia deteve o mesmo.  As vítimas sobreviventes seguem em atendimento médico, mas fora de perigo. A Uirapuru apurou que a família do menino assassinado havia se mudado para Estação há apenas seis meses.

Durante a tarde desta quarta-feira  (9) a Uirapuru conversou com o delegado José Roberto Lukaszewigz, da 11ª Região Policial de Erechim, que interrogou o agressor.  O delegado revelou ao vivo na Uirapuru que ficou claro que o agressor tem problemas graves no campo psicológico. Disse que o adolescente evidenciou não saber o que tinha feito, pelo menos não a gravidade dos crimes. Explicou que no dia anterior do ataque o rapaz passou por consulta psicológica e teve medicação prescrita para iniciar tratamento.  Destacou que o agressor não tinha histórico de brigas com ninguém ou inimigos passados, tão pouco de violência em qualquer aspecto.  O crime pegou a todos de surpresa.

A família deste jovem era bem conhecida na cidade, assim com o mesmo, tanto que o agressor teve entrada na escola com o pretexto.  Neste momento o delegado não acredita em crime planejado, mas a vida digital do jovem está sendo analisada por perícia em Porto Alegre.  Lá o celular, computadores e todo o histórico será analisado para apontar se houve a influência de outra pessoa, de algum conteúdo de ódio ou até mesmo algum tipo de jogo.

O delegado também revelou que a intervenção de professores e do monitor da escola impediram uma tragédia ainda maior.  Quando os ataques começaram, nas turmas do terceiro ano e quinto ano, as professores fecharam todas as demais salas de aula por dentro.  O agressor foi até uma sala onde o maternal, com pequenas crianças, estava no momento do sono.  Ele perguntou na porta se havia alguém dentro, mas a professora ficou em silêncio, com a porta trancada e as crianças dormindo.  Para o delegado, se ele tivesse entrado o número de vítimas seria muito maior.  Sobre as armas usadas, reiterou que o agressor usou um facão e uma faca.  Finalizou dizendo que não há uma motivação apontada para o crime, nem pelo agressor e nem pelas autoridades, até o momento.

Hoje o autor do crime está internado no CASE em Passo Fundo, onde segue à disposição da justiça.