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Saúde

Pacientes com Lúpus podem participar de estudo gratuito com medicamento pelo HSVP

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

O Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP) do Hospital São Vicente de Paulo está recrutando pacientes para o Estudo BE-EARLY, que testará a eficácia de uma nova medicação, chamada belimumabe, em pessoas diagnosticadas com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) nos últimos dois anos. A pesquisa busca entender se o medicamento é eficaz para melhorar os sintomas da doença, prevenir crises quando administrado por um longo período de tempo e se pode reduzir a necessidade de usar outros medicamentos regulares. A doença faz o corpo confundir aliados com inimigos e atacar suas células saudáveis.

O Lúpus é uma doença autoimune que pode afetar diferentes partes do organismo.  Embora muitos não conheçam, a condição merece atenção devido a sua complexidade e aos inúmeros desafios relacionados ao diagnóstico e tratamento. Entre os sintomas mais comuns estão o cansaço excessivo, manchas vermelhas na pele – especialmente no rosto, em forma de “asa de borboleta”, dores nas articulações, febre e queda de cabelo.  A doença pode atingir diversos órgãos, como a pele, articulações, rins, pulmões, o que torna o acompanhamento médico fundamental para evitar complicações.

Para chegar ao diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, é preciso considerar uma combinação de sintomas clínicos e exames específicos. A Uirapuru conversou sobre o estudo realizado pelo HSVP com o Dr. Alexandre Pereira Tognon – gerente do Instituto de Ensino e Pesquisa do HSVP . Conforme ele, Podem participar do estudo pessoas com 18 anos de idade ou mais que já tenham começado o tratamento com medicações como antimaláricos, esteroide ou imunossupressores nos últimos dois anos.

O medicamento da pesquisa e os exames relacionados serão fornecidos de forma gratuita durante a participação. O estudo terá duração de cerca de três anos e envolverá, em média, 20 consultas no Instituto.  O médico e a equipe monitorarão a saúde do paciente por meio de consultas e avaliações regulares nesse período. O médico destacou que este estudo é feito em vários locais do mundo. A medicação é injetável e o paciente será treinado a fazer a mesma em casa, por meio de uma caneta especial e de fácil uso.

Para participar, os interessados podem entrar em contato pelo (54) 3316-4049 ou enviar uma mensagem de WhatsApp para o número (54) 9 81492901.