Skip to content

Geral

Deputado Rossetto critica concessão de rodovias no RS e convoca Audiência Pública sobre impactos e tarifas de pedágio

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Marau - RS - 16/10/2010; Vista parcial da Curva da comunidade de São Luiz da Mortandade, próximo a Capela, rodovia ERS-324, em Marau.


Foto: Antonio Paz / Palacio Piratini

Na próxima quinta-feira, dia 10 de julho, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul realizará uma Audiência Pública para discutir o projeto de concessões das rodovias dos Blocos 2 e 3, cujas estradas da região norte do Estado serão diretamente impactadas. Entre elas estão a ERS-324, a ERS-129 e a ERS-135, que conectam municípios como Passo Fundo, Nova Prata, Marau, Vila Maria, Casca, São Domingos do Sul, Vanini, Guaporé e Erechim.

Durante entrevista à Rádio Uirapuru, o deputado estadual Miguel Rossetto (PT), um dos proponentes da audiência, explicou os principais pontos que serão debatidos e o que ainda precisa ser esclarecido antes da implementação do projeto. Ele ressalta que é necessário encontrar um equilíbrio nas concessões algo que, até o momento, o governo estadual não apresentou. Segundo Rossetto, é preciso considerar os investimentos anunciados e o custo para a população, pois “o pedágio não pode ser caro”.

De acordo com o deputado, a proposta apresentada pelo governador Eduardo Leite está muito desequilibrada, e a nova atualização agravou essa situação. Conforme explicou Rossetto, os investimentos previstos foram reduzidos em 30%, enquanto a tarifa caiu apenas 17%. Dessa forma, o alto custo pode desestimular a circulação de pessoas nas estradas.

Com o objetivo de debater esses pontos, a audiência contará com a presença de diversos secretários estaduais, prefeitos, vereadores e demais lideranças. A intenção, segundo Rossetto, é que o projeto seja suspenso, pois ainda não há informações básicas sobre a modelagem econômica da proposta.

O deputado destaca que uma alternativa possível seria a adoção dos pedágios comunitários, modelo realizado em parceria com a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), cujo objetivo é gerar recursos para obras e serviços que atendam diretamente às necessidades da região, com tarifas mais acessíveis.