Comentário do Dia: Caso de morte em quartel do Rio levanta suspeita sobre versão de suicídio
Foto reprodução internet
O caso da morte do soldado Anderson Otávio em um quartel do Exército no Rio de Janeiro foi o tema abordado pelo comentarista Maurício Paim, nesta segunda-feira (30), no programa Repórter do Povo, da Rádio Uirapuru. Segundo ele, inicialmente a morte foi registrada como suicídio, mas depoimentos e investigações recentes indicam que o disparo teria partido de outro soldado, identificado como Figueira.
Paim destacou que os relatos apontam que o soldado Figueira costumava portar armas de fogo dentro do alojamento militar, o que é proibido. Conforme os depoimentos, ele já teria manuseado armas em outras ocasiões e até apontado armamento para colegas, prática que não teria sido impedida ou registrada pela cadeia de comando do batalhão.
De acordo com Paim, o disparo que atingiu a cabeça do soldado Anderson ainda está sendo apurado, e a principal dúvida é se o tiro foi acidental ou intencional. O comentarista chamou atenção para o fato de que a informação repassada à família da vítima foi a de suicídio, e que essa versão teria sido determinada pelo comando do quartel.
Maurício Paim ressaltou a importância de que os fatos sejam investigados com rigor, principalmente diante das suspeitas de tentativa de acobertamento por parte de superiores hierárquicos. Segundo ele, a conduta do comando local precisa ser esclarecida para que não se comprometa a imagem da instituição militar como um todo.
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