Envelhecimento saudável e ativo: planejamento, tecnologia e políticas públicas são essenciais para viver mais e melhor
A expectativa de vida no Brasil, segundo o IBGE, atingiu 76,4 anos para os nascidos em 2023, superando o patamar pré-pandemia. Para os homens, a esperança de vida ao nascer foi de 73,1 anos, enquanto para as mulheres foi de 79,7 anos. É possível envelhecer com saúde e autonomia, desde que haja educação para o planejamento desde criança. E, também, é possível ter uma velhice saudável a partir de práticas como atividade física, convivência familiar e social e políticas públicas. A tecnologia veio pra melhorar as relações, mas também é preciso ter muita atenção em relação aos golpes que atingem especialmente os mais velhos. Esta foi a conclusão do programa Sem Segredo de sábado que tratou do tema, dentro do mês dedicado a combater a violência contra idosos.
A doutora em sociologia, professora da UPF, Cristina Fioreze, reconhece que o Brasil é o país mais desigual do mundo e que nem todos, mesmo com planejamento terão as mesmas condições de envelhecimento. Os ouvintes questionaram se era possível viver com um salário mínimo, e segunda a socióloga, isso demonstra a necessidade de políticas públicas eficientes e que atendam as demandas da população idosa.
Passo Fundo é hoje considerada uma das cidades do Brasil com as melhores condições para se envelhecer. Uma das razões é a rede de apoio existente no município e os diversos serviços oferecidos ao público. Um deles é o Creati, da UPF, que comemora 35 anos em 2025. Existem ainda os grupos do Dati, que são mantidos pela Prefeitura, do Sesc e dos clubes sociais. O coordenador Diego Piva, disse que um dos segredos para envelhecer é manter-se ativo fisicamente e mentalmente. Ele fez questão de destacar as 18 oficinas oferecidas pelo Creati, além de palestras, viagens e festas especiais e disse que a manutenção das atividades durante a pandemia foi fundamental para auxiliar os idosos que foram as principais vítimas do covid.
A presença de idosos no ambiente digital vem deixando de ser uma surpresa para se tornar um fenômeno de transformações profundas. Pesquisa recente feita por um instituto internacional demonstra que parte significativa dos 60+ está em adaptação tecnológica acelerada, faz compras online e utiliza ferramentas de inteligência artificial. A doutora em informática da Educação e professora da UPF, Ana Carolina Bertoletti, disse que as pessoas mais velhas estão se adaptando a tecnologia e já fazem tudo pelo celular: pagam contas, marcam consultas. Esse processo, segundo ela, veio para ficar. O importante é educar para não cair em golpes que estão cada vez mais sofisticados: