Se você pudesse ver a energia das pessoas não se relacionaria com qualquer um
Não raramente, aquilo que brilha por fora esconde feridas profundas por dentro. Em psicologia, aprendemos que a atração extrema por alguém pode ser projetiva – projetamos neles nossas carências, nossos desejos não reconhecidos. E, sem perceber, concedemos a eles o direito de habitar nossa mente e nossas emoções, como se fossem donos de nossa casa interior.
E se realizarmos que nosso equilíbrio emocional é um patrimônio sagrado? Por que permitir que estranhos carreguem chaves para nosso mundo íntimo, enquanto reservamos cuidados somente para as chaves visíveis, físicas? É preciso uma regra interna gravada na alma: cuide de quem autoriza entrar em seu território emocional. Permita o acesso apenas de quem eleva, de quem nutre e de quem respeita suas fronteiras.
Espíritos sábios sempre nos lembram que cada indivíduo carrega uma vibração, uma energia invisível. Uma energia que pode construir pontes de apoio e inspiração — ou erigir muros de esgotamento e confusão.
Há aqueles que somam: eles chegam com leveza, plantam sementes de esperança, fortalecem nossa resiliência e nos ajudam a florescer. E há os sugadores: os que deixam rastros de medo, dúvida e tristeza, que abrem cicatrizes que demoramos a curar.
Que encontremos pessoas cuja energia seja cura, cujo contato nos ensine a amar melhor, a sentir melhor, a ser melhor. Que tenhamos a coragem de fechar a porta para quem só despeja lixo emocional e a sabedoria de abrir para quem contribui para nosso crescimento interior. Afinal, nosso coração merece o mesmo cuidado que dedicamos às nossas casas acolhimento, respeito e um cuidado tão real quanto invisível.
Por @diarioespirita1