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Arrume suas gavetas

Públicado em Por RD Uirapuru / Ieda Almeida
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Certa vez, li sobre uma jovem que, diante de um grande problema, recorria à avó em busca de uma solução. A resposta era sempre a mesma:
“Suba, arrume suas gavetas… e, ao terminar, você encontrará a resposta.”

Curiosa, decidi perguntar à minha própria avó:
— O que gavetas têm a ver com problemas?

Com a sabedoria de quem entende a vida com o coração, ela respondeu:
“Uma gaveta desarrumada é o espelho da vida.”

Desde então, compreendi: toda vez que há bagunça ao nosso redor, alguma área dentro de nós também está em desequilíbrio. Quando há desordem material, ela quase sempre reflete uma confusão interna.

Você é um reflexo do divino. Você carrega dentro de si o universo inteiro. Sua casa, seus objetos, seus espaços, todos espelham seus estados emocionais.

O universo funciona em espelhamento: O que está dentro, está fora. O que está em cima, está embaixo. O que está à direita, também está à esquerda.

Se você entender que pode influenciar seu interior organizando o exterior e vice-versa, então você encontrou uma das chaves mais poderosas para a harmonia.

Quando você limpa suas gavetas e se desfaz do que não serve mais, você reprograma seu mundo interno. Simbolicamente, está dizendo:
“Estou pronto para abrir espaço para o novo. Estou disposto a organizar minha vida.”

Esse pequeno gesto tem o poder de gerar serenidade, clareza e até respostas para problemas que pareciam sem solução.

Então, saiba que “arrumar as gavetas” vai muito além do móvel no quarto.

É sobre organizar sua carteira, sua bolsa, o porta-luvas do carro. É sobre limpar o cantinho onde você trabalha, doar o que não usa mais, jogar fora o que não faz mais sentido. É também sobre se afastar de pessoas que não contribuem para a sua evolução. É sobre espiritualidade. É sobre limpar-se por dentro e por fora.

Peça ajuda ao seu anjo da guarda, ao seu mentor espiritual, ao seu guia. Faça uma oração, respire fundo, comece pequeno.

Mas comece. Você vai se surpreender com a leveza que virá depois.

Por @espiritualidades

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