Existem coisas que se você não aprender a largar, vão te afundar com elas
Júnior era o funcionário exemplo.
Nunca dizia “não”.
Pegava tudo, resolvia tudo, se doava inteiro.
Era o primeiro a chegar, o último a sair.
E fazia isso com orgulho — porque acreditava que estava “construindo algo”.
Mas, no fundo, ele não trabalhava só por metas.
Trabalhava por aceitação.
Trabalhava pra ser visto, reconhecido, querido.
Trabalhava pra preencher um buraco que não era da empresa — era dele.
Anos se passaram.
A empresa cresceu. As equipes mudaram. Os cargos giraram.
E quando ele finalmente achou que seria recompensado por anos se doando, nada aconteceu…
não tinha ninguém por ele.
Porque ele colocou uma dívida emocional onde deveria ter colocado estratégia.
Colocou expectativa onde deveria ter colocado o próprio padrão de funcionamento.
E no lugar de usar seu recurso… usou o trabalho como anestesia.
O mundo seguiu.
A empresa seguiu.
Mas ele não.
Porque quem fica preso tentando agradar,
tentando ser “o bom”, o “essencial”, o “incansável”…
acaba percebendo tarde demais que estava dando tudo pro lugar errado.
Já sentiu isso? Já fez tudo por um trabalho e se viu sozinho no fim?
Porque o mundo continua.
Mas quem se prende, fica.
Por ocorpoexplica