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Nomes estrangeiros em prédios de Passo Fundo contrastam com referências históricas da cidade

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo

Durante o quadro Opinião Sem Segredo, da Rádio Uirapuru, nesta quinta-feira (19), o comentarista Luciano Azevedo abordou a escolha dos nomes de novos edifícios em Passo Fundo. Segundo ele, há um número expressivo de construções na cidade, especialmente de prédios residenciais, o que se destaca no cenário nacional de acordo com a proporção populacional. Azevedo afirmou que a cidade mantém um ritmo constante de obras e que a qualidade das edificações é reconhecida.

O comentarista chamou a atenção para o fato de muitos desses empreendimentos receberem nomes estrangeiros, geralmente em línguas como inglês, francês, italiano e espanhol. Conforme destacou, “isso certamente é uma estratégia de venda, de marketing, de comunicação pra que as pessoas fiquem com vontade de estar naquele lugar”. Azevedo listou nomes como Le Parc, Piazza Navona, Maison Classique, Panoramic Hills, entre outros, como exemplos de edifícios com nomes em idiomas estrangeiros.

Luciano Azevedo defendeu que prédios privados também poderiam adotar nomes que homenageiam pessoas ou locais de relevância histórica e cultural da cidade. “Tem tanta coisa boa, tanta coisa bonita na nossa cidade, na nossa região, lugares que merecem ser homenageados, pessoas que foram importantes”, afirmou. Ele lembrou de exemplos antigos em que edifícios levavam o nome de moradores pioneiros ou de figuras conhecidas localmente.

Durante a conversa com os apresentadores Régis e Chorão, foram citadas ruas do bairro Cidade Nova, que homenageiam personalidades locais, como o médico Álvaro Miranda. Também foram mencionados o viaduto Luiz Fragomeni e o bairro Leonardo Ilha, batizados com nomes de moradores da cidade. Segundo Azevedo, o nome de um edifício pode ter a função de preservar a memória e a identidade local.

Ouça o comentário na íntegra: