Skip to content

Cidade

Aumento das chuvas ajuda a garantir regularidade do nível das barragens

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Nos últimos 13 meses o Rio Grande do Sul tem vivido extremos climáticos. Primeiro, em maio de 2024 a maior enchente que o estado já registrou. Em seguida, entrando em um período severo de estiagem, num verão com temperaturas extremas e recordes. Essas ocorrências fizeram com que vários municípios da região Norte ficassem em alerta ora por inundações, ora pela seca.

Contudo, depois do grande acumulado de chuvas em maio do ano passado, os 11 meses seguintes foram de deficit hídrico em Passo Fundo que, segundo o gerente institucional da Regional Planalto da Corsan, Aldomir Santi, resultou num acumulado negativo de chuvas de 457 milímetros. Passo Fundo chegou a declarar situação de emergência pela estiagem em março desse ano. A falta de chuvas foi a responsável pela diminuição do nível da barragem da Fazenda da Brigada, o que foi relatado até mesmo por alguns ouvintes da Rádio Uirapuru.

Conforme Santi, a referida barragem está atualmente quatro metros abaixo do nível máximo, mas não deve ser considerado motivo para preocupação. Isso, porque ela não é a única a abastecer Passo Fundo. A outra, a do arroio Miranda, por sua vez, está com a capacidade máxima. Além disso, estão em operação a transposição do rio Jacuí e os poços que foram instalados para auxiliar nas barragens.

“Passamos por uma estiagem severa e prolongada, que começou em julho do ano passado, em que todos os meses choveu abaixo da média. Somente dezembro e maio tiveram precipitações acima da média normal, todos os demais meses choveu abaixo da média, e alguns choveu bem abaixo, que foi o caso de março e abril e isso veio acumulando um deficit de 457 milímetros até final do mês passado”, explica Santi.

 

Tranquilidade para o verão

O retorno das chuvas o e fato de estarem sendo acima da média desde o mês passado aumentam a sensação de tranquilidade, especialmente na garantia da normalidade de abastecimento durante o verão, época de maior consumo de água. “Desde maio, e este mês também, está chovendo acima da média. Então está se recuperando o nível da barragem. E com a transposição do rio Jacuí ligada, mais os poços que tem ao redor da barragem também ligados para ajudar a recuperar, então esperamos que até setembro, outubro já tenha ela na capacidade máxima pra enfrentar o próximo verão, que é o que mais nos preocupa hoje”, destaca o gerente institucional.
De acordo com Santi, o período atual, e os próximos meses, que costumam ser de dias mais frios, o consumo de água diminui, contribuindo também para a recuperação do nível da barragem: “o período que estamos passando agora, com temperaturas baixas, dias curtos o consumo baixa bastante, então não é preocupante, mas no momento a situação é de tranquilidade e segue previsão de chuvas acima da média”, salienta.