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Comentário do Dia: Tensões no Oriente Médio despertam dúvidas sobre estabilidade mundial

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

Foto: Reprodução internet

Durante participação no programa Repórter do Povo desta terça-feira (17), na Rádio Uirapuru, o comentarista Maurício Paim abordou os temores em torno dos recentes conflitos entre Israel e Irã e a possibilidade de uma escalada global. Segundo ele, alunos e ex-alunos têm demonstrado preocupação com o cenário internacional, questionando se o atual momento pode desencadear uma Terceira Guerra Mundial. “É o medo da sociedade mundial com esses conflitos que estão acontecendo”, relatou.

Paim destacou que, embora Israel e Irã não tenham, individualmente, força militar suficiente para desencadear uma guerra mundial, a preocupação maior está nas alianças políticas e militares envolvidas. “O problema é o que vem por trás, as parcerias de Israel e as parcerias do Irã”, pontuou. O comentarista também afirmou que o mundo vive uma nova Guerra Fria, evidenciada pela crescente corrida armamentista entre potências como Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Coreia.

Apesar das tensões, Paim observou que o temor de uma guerra nuclear pode ser um fator de contenção para um conflito de maior escala. “Ao mesmo tempo que tem a corrida armamentista, essa ameaça de uma guerra nuclear pode segurar uma Terceira Guerra Mundial”, avaliou. Ele também citou o histórico de conflitos anteriores, como os ataques dos Estados Unidos ao Oriente Médio nos anos 2000, em que outras potências evitaram envolvimento direto.

Ao responder perguntas de ouvintes, o comentarista explicou que o embate entre Israel e Irã também tem raízes religiosas e históricas profundas. “Há um conflito religioso que vem dos tempos bíblicos”, afirmou, referindo-se à formação do Estado de Israel e à presença de povos islâmicos na região. Segundo Paim, a atual justificativa para os ataques é a suspeita de desenvolvimento de armas nucleares por parte do Irã, o que faz com que Israel se sinta ameaçado.

Ouça o comentário na íntegra: