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Nas Entrelinhas: Tentativa de saída do país pode comprometer acordo de delação de Mauro Cid

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

No quadro Nas Entrelinhas da Rádio Uirapuru, nesta sexta-feira (13), o comentarista Mauro Vinícius de Moraes repercutiu a operação da Polícia Federal que cumpriu mandado de busca e apreensão contra Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Mauro Vinícius, a PF apura uma tentativa de Cid de deixar o país com apoio do ex-ministro do Turismo Gilson Machado, utilizando um passaporte português. O comentarista afirmou que a informação sobre o envolvimento de Machado surgiu a partir de arquivos encontrados no celular de Cid.

Mauro Vinícius apontou que, embora Mauro Cid tenha firmado acordo de delação premiada, a tentativa de deixar o país levanta questionamentos sobre o cumprimento do acordo. “Ele teria muito a perder se fechou um acordo de delação”, disse. O comentarista lembrou que Cid obteve benefícios no processo, como a preservação de familiares e a possibilidade de manter a carreira militar. A tentativa de evasão, segundo ele, teria ocorrido antes do depoimento oficial, em maio de 2025.

O comentarista também comparou a situação de Cid com a da deputada federal Carla Zambelli, que atualmente responde a processo de extradição na Itália após condenação no Brasil. Ele explicou que, no caso de extradição, o extraditando pode ser mantido preso no país estrangeiro até o retorno ao Brasil. “Normalmente, ambos os passaportes — brasileiro e europeu — são apreendidos para evitar nova tentativa de fuga”, explicou.

Mauro Vinícius observou que as investigações sobre o passaporte português ainda podem revelar a existência de documentos falsos, o que explicaria a prisão preventiva do ex-ministro Gilson Machado. Ele reforçou que a operação atual da PF não tem relação direta com a delação premiada de Mauro Cid no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal. “As versões da delação foram corroboradas por outros réus e pelo próprio ex-presidente”, afirmou.

Ouça o comentário na íntegra: