Moradores relatam morte de Joões-de-barro e cobram mudanças na rede elétrica de rua em Passo Fundo
Na semana em que o meio ambiente está em evidência, um caso envolvendo a morte de aves eletrocutadas chamou a atenção em Passo Fundo.Na manhã de ontem (4), a Uirapuru recebeu mensagens de moradores da Bororós, bairro Lucas Araújo, área de intensa vida silvestre por abrigar, nas proximidades, o Bosque.
As mensagens relatavam que ao menos 16 aves “João-de-barro” haviam morrido eletrocutadas dentro de suas casinhas de barro. Essas aves constroem os abrigos utilizando barro, vegetação e componentes naturais, em uma atividade que encanta as pessoas e foi tema de diversas músicas e lendas.
A Uirapuru foi até o local e conversou com a moradora Renata Del Ré. No local, a Uirapuru avistou dois desses pássaros caídos e sem vida, com sinais de queimaduras nas patas. Também as casinhas de barro estavam, em sua maioria, já destruídas.
A moradora Renata disse que tudo começou na última sexta-feira, quando houve uma pane elétrica na rede. Caminhões com equipes da RGE estiveram no local e realizaram um reparo no sistema elétrico, que passa no local das casinhas.
Durante o final de semana, os Joões-de-barro foram morrendo, um a um, aparentemente eletrocutados. A moradora relatou que fez uma ocorrência junto ao Batalhão Ambiental da Brigada Militar e levou algumas aves mortas para análise laboratorial na UPF, onde, nos próximos dias, um laudo apontará a causa da morte.
O laudo servirá para confirmar se os mesmos morreram eletrocutados. A moradora relata que as mortes continuam, aparentemente causadas por eletricidade. Disse que uma equipe da RGE retornou ao local e instalou dispositivos que impedem a presença de pássaros.
No entanto, o que os moradores da rua pedem é que a causa das mortes, supostamente sendo o choque elétrico, seja de fato resolvida. Uma das opções é trocar os cabos por fios modernos, que impedem esse tipo de problema.
A moradora relata que as casinhas são construídas pelas aves há 30 anos, com os moradores da rua colocando ração para manter os animais por perto.
A Uirapuru relatou o caso para a RGE e a empresa enviou uma nota, que diz na íntegra: