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Geral

Acidentes de trânsito elevam demanda por sangue e motivam ação do Hemopasso em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

Uma ação realizada ontem (30), na Avenida Sete de Setembro, em frente ao Hemopasso, buscou conscientizar motoristas e pedestres sobre o impacto dos acidentes de trânsito na demanda por sangue. A mobilização fez parte da programação do Maio Amarelo e reuniu diversos parceiros da área da saúde e segurança viária.

Segundo a diretora do Hemopasso, Claudete Mistura Dóro, a maior parte das transfusões hoje não está relacionada apenas a doenças crônicas. “O nosso foco sempre foram as transfusões para pacientes com doenças, mas o que mais está acontecendo é acidente. O acidente está levando muito sangue”, afirmou.

O Hemopasso é um hemocentro regional, responsável por abastecer 47 hospitais em aproximadamente 150 municípios da região Norte do Rio Grande do Sul. De acordo com Claudete, o serviço sente diretamente os efeitos da violência no trânsito. “A gente trabalha com vida, então também nos sentimos na obrigação de levar essa conscientização às pessoas, especialmente aos motoristas e pedestres”, disse.

Durante a blitz educativa, motoristas que passaram pela região receberam lixeirinhas com materiais informativos sobre segurança no trânsito e orientações sobre doação de sangue. A ação contou com o apoio da Guarda Municipal, do Departamento de Regulação e Fiscalização de Serviços Públicos (DREBS), e de instituições como Sesc, Autotec, Ideau, clubes de serviço e o curso de Enfermagem da Universidade de Passo Fundo (UPF). A estimativa dos organizadores é que mais de 1.500 veículos tenham passado pelo local durante as duas horas da ação.

Claudete destacou que os estoques de sangue costumam cair drasticamente nos meses frios. “Com a chegada das baixas temperaturas, aumenta a incidência de gripes e problemas alérgicos, e a gente tem uma queda de mais de 40% no número de doadores”, relatou. Segundo ela, os tipos sanguíneos mais críticos são o O positivo e o O negativo. “O O negativo é o mais raro e também o mais utilizado em emergências. Já o O positivo, apesar de mais comum, é o que mais falta, porque é o mais usado”, explicou.

A diretora também chamou a atenção para os critérios de doação. “A idade mínima é 16 anos, com autorização dos pais ou responsáveis, e a primeira doação pode ser feita até os 60 anos. Quem já é doador pode seguir até os 69. Em relação a tatuagens, o prazo de espera é de seis meses, e quem estiver com sintomas gripais não pode doar”, orientou. Também é necessário ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior e estar alimentado no momento da doação.

Além da coleta de sangue, o Hemopasso realiza triagens clínicas, orientações, qualificação de doadores e cadastro para futuras doações. “Todo doador tem direito por lei a um dia de dispensa do trabalho. E é muito importante que as pessoas tenham consciência disso e compareçam”, afirmou Claudete.

A ação reforçou a importância de duas frentes: a prevenção de acidentes e a doação solidária. “Doar sangue é um ato de salvar vidas. E a prevenção no trânsito evita que outras tantas precisem desse socorro”, concluiu a diretora.