Cultivo de erva-mate evoluiu no Rio Grande do Sul e colheita acontece durante o ano todo, explica agrônomo
De maio a agosto acontece a colheita da erva-mate no Rio Grande do Sul. De acordo com o engenheiro agrônomo e assistente técnico regional da Emater, Ilvandro Barreto de Melo, com o avanço tecnológico e as mudanças no cultivo a legislação foi alterada e atualmente a colheita é permitida durante os 12 meses do ano. No entanto, de abril a setembro segue sendo o período de maior volume de erva-mate colhida.
Conforme o agrônomo, o mês de maio é considerado o de abertura da safra no Estado. Ilvandro explica que a colheita é realizada na maioria das propriedades com tesoura manual, tesoura eletrônica ou motosserra especial para essa finalidade. No ano passado, chegou ao Brasil a primeira colheitadeira automatizada para erva-mate. No entanto, essa tecnologia é pouco popular ainda e utilizada em propriedades específicas.
De acordo com o engenheiro agrônomo, a cada 18 meses é realizada a colheita em uma árvore de erva-mate, quando a folha está madura. Caso não ocorra a poda, a folha cai naturalmente da planta. Desse modo, não há uma prática agressiva nesse modelo de cultivo. Um pé de erva-mate pode produzir entre quatro e 30 quilos de folha, variando conforme o tamanho, manejo e a idade da planta.
A erva-mate, na natureza, é uma planta que costuma se desenvolver na sombra. No entanto, conforme o agrônomo, os produtores conseguiram adaptar a árvore para ser cultivada em ambiente com bastante sol, aplicando tecnologia e manejo correto. Ilvandro explica que alguns componentes químicos da folha podem mudar, de acordo com a forma de cultivo, mas a qualidade da matéria-prima não se perde.