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Nas Entrelinhas: Mauro Vinicius de Moraes comenta avanço das guardas municipais armadas e alerta para necessidade de treinamento

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

Durante o comentário Nas Entrelinhas desta segunda-feira (26), na Rádio Uirapuru, o jornalista Mauro Vinícius de Moraes analisou o avanço da atuação das guardas municipais armadas no Brasil. Segundo ele, 23,7% dos municípios já possuíam essas forças em 2023, e cerca de 30% delas estavam armadas, conforme dados do IBGE. Moraes observou que o efetivo dessas guardas já ultrapassa 101 mil agentes, o que representa aproximadamente um quarto do total de policiais militares no país, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O comentarista destacou que, embora a segurança pública seja uma atribuição dos Estados, os municípios vêm assumindo protagonismo ao ampliar suas guardas, inclusive com armamentos e viaturas similares às da polícia militar. “Os prefeitos municipais estão levantando essa bandeira para angariar votos”, disse. Segundo Moraes, desde 2023 o governo federal já repassou R$ 366 milhões aos municípios para investimentos em segurança, incluindo equipamentos como viaturas, drones, munições e armamentos.

Apesar de reconhecer o impacto positivo na sensação de segurança, Moraes apontou preocupações quanto à possibilidade de sobreposição de funções com a Polícia Militar. Ele observou que, originalmente, as guardas municipais foram criadas para atuar na proteção do patrimônio público. “Hoje, em diversas cidades, já foi inclusive renomeada, não se fala mais em guardas municipais, mas sim polícia municipal”, afirmou. O comentarista também reforçou que o porte de arma exige preparo e treinamento rigoroso, uma vez que a guarda é uma tropa civil.

Mauro Moraes ainda citou o caso ocorrido no sábado (24) em São Leopoldo, onde dois funcionários terceirizados de uma fábrica de armas foram presos com mais de 1.800 carregadores de pistola desviados para uma facção criminosa. Ele alertou que a expansão de forças armadas municipais precisa ser acompanhada de critérios e formação técnica. Em Passo Fundo, o comentarista lembrou que a cidade ainda não possui guarda municipal armada e que a estrutura existente atua no trânsito. “Não pode ser feito a toque de caixa”, concluiu.

Ouça o comentário na íntegra: