Sexualidade na terceira idade: resgatar a intimidade é importante para o casal
O ano de 1998 foi o marco para a sexualidade da terceira idade com a descoberta do sildenafil, o viagra. Muitos tabus foram quebrados desde então com o surgimento de novos medicamentos, expectativa de vida maior e preocupação com a qualidade de vida.
Mas ainda há uma faixa etária entre os 70 e os 80 anos que demonstram desejo e possuem uma vida conjugal boa, mas sofrem por não conseguir ter ereção.
No programa e Emoção e Afeto: comportamento da última terça-feira (28), o urologista Dr. Douglas Pedroso, explicou que a disfunção erétil está associada a fatores emocionais e a doença endotelial. Geralmente os fatores emocionais, que são a origem de 80% dos casos, melhoram com terapia comportamental.
O doutor destacou que quando a disfunção erétil é endotelial é o primeiro aviso três meses antes do infarto, por isso é preciso sempre procurar uma orientação médica. Hoje a primeira atitude do cidadão com disfunção erétil é tomar viagra.
O urologista Pedroso destacou que a droga é importante para o resgate da sexualidade do homem. A partir dela, também foi possível estudar a sexualidade feminina. Mas, ressaltou que antes de ingerir o viagra é preciso observar as contraindicações. Ele disse que o que chama atenção é que a compra da droga não precisa de prescrição médica.
Segundo o médico, quase todos os homens podem enfrentar essa dificuldade um dia, principalmente os que já passaram dos 40 anos. A partir dessa idade a chance de um homem apresentar o problema de disfunção erétil é de 40%, aos 50 anos, 50%, aos 60 anos, 60% e assim por diante.
O tratamento de disfunção para o homem se divide em três categorias: facilitadores da ereção, que são os medicamentos orais; injeção intracavernosa antes de cada relação, e a última etapa são as próteses penianas. Pedroso frisa que a relação sexual na terceira idade começa na conversa para que o casal possa resgatar a intimidade.