Desemprego bate recorde no país e qualificação em várias áreas é diferencial no mercado
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 13,2% no trimestre encerrado em fevereiro de 2017, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados na manhã desta sexta-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), foi apurada uma alta de 1,3 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior, sendo a maior taxa de desocupação no País da série histórica do indicador iniciada em 2012.
Com o resultado, o Brasil tem 13,5 milhões de pessoas desocupadas e teve alta de 11,7%, ou seja, mais de 1,4 milhão de pessoas quando comparada ao trimestre encerrado em novembro de 2016.
Em Passo Fundo, conforme dados do SINE, fevereiro teve um saldo positivo de contratações superior a 100 vagas. A expectativa, porém, é de que este cenário não se repita em março, cujos dados estão ainda sendo computados. O número de pessoas desempregadas em Passo Fundo é de 8 a 10 mil pessoas.
O diretor do SINE de Passo Fundo, Sergio Ferrari, explicou que o tempo de recolocação no mercado, após uma demissão, que antes era de três meses, hoje está em até 10 meses. Com um seguro-desemprego de no máximo cinco meses, as famílias estão ficando em uma situação complicada.
Ferrari explica que, para quem perdeu o emprego, o melhor é aproveitar as ofertas de qualificação técnica oferecidas pelo governo, desenvolvendo habilidades em diferentes áreas, o que aumenta as chances de contratação.