Skip to content

Saúde

Baixa cobertura vacinal reflete no aumento de casos de influenza em Passo Fundo. Dia D de vacinação será no próximo sábado

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

Até a manhã do último sábado, o município de Passo Fundo havia registrado 56 internações hospitalares por influenza. Na sexta-feira anterior, 17 pacientes estavam em UTIs, e três óbitos foram confirmados em decorrência da doença. Enquanto o vírus avança – especialmente entre idosos e crianças –, a cobertura vacinal permanece baixa no município, conforme alertou a coordenadora da Vigilância em Saúde, Mariza Zanatta, durante o programa Sem Segredo. De acordo com ela, apenas 32% da população elegível foi imunizada. Entre os grupos de risco, os idosos apresentam 42% de adesão, enquanto as crianças atingem apenas 13%. Marisa. O município fará o Dia D de Vacinação, no sábado, dia 24, como explica a coordenadora:

O reflexo da baixa vacinação é visível nas emergências hospitalares, sobrecarregadas há semanas. A pneumologista Janaina Pilau, do Hospital de Clínicas, ressalta que o número oficial de internações pode subestimar a realidade. Explica que a influenza não é de notificação compulsória, e os testes na rede pública seguem critérios específicos, o que aumenta a subnotificação. Ela destaca ainda que a vacina leva cerca de 21 dias para fazer efeito – período que pode ser maior em alguns casos. “Por isso, é crucial se vacinar antes da mudança de estação”, reforça:

O pneumologista Vinícius Dal Maso, do Hospital São Vicente de Paulo, acrescenta que a vacina contra a influenza tem efeito cruzado, beneficiando pacientes contra outras doenças respiratórias. “Ela não impede totalmente os sintomas, mas evita formas graves e complicações”, explica o médico.

O secretário municipal de Saúde, Diego Teixeira de Farias, pediu que pessoas com sintomas leves procurem primeiro as unidades básicas de saúde. “Casos menos graves podem ser resolvidos nesses locais, aliviando a pressão sobre hospitais”, disse. Ele alertou ainda que Passo Fundo deve sentir os reflexos da crise em outras regiões do RS, como Porto Alegre. O Estado gerencia a distribuição de vagas e tem encaminhado pacientes em situação de “vaga zero” – quando hospitais são obrigados a aceitar internações, mesmo lotados. A recomendação é se vacinar o quanto antes, disse o secretário: