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Religião

Presidente do Centro Espírita Dias da Cruz afirma que os ensinamentos de Divaldo Franco ficarão na história de todos

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

O médium baiano Divaldo Franco faleceu na última terça-feira, aos 98 anos, em Salvador. O velório segue até às 10h desta quinta-feira (15), quando será realizado o sepultamento no Cemitério Bosque da Paz, na capital baiana.

Segundo sua biografia oficial, o médium teve sua primeira experiência espiritual aos 4 anos de idade, quando teria conversado com sua avó já falecida. Em 1947, fundou seu primeiro centro espírita, o Caminho da Redenção, acompanhado de Nilson Pereira de Souza, que faleceu em 2013. Cinco anos depois, juntos fundaram a Mansão do Caminho.

De acordo com a entidade da qual foi responsável por tanto tempo, Divaldo publicou cerca de 260 obras, que venderam mais de 10 milhões de exemplares e foram traduzidas para 17 idiomas. Para compreender ainda mais sua importância para a comunidade espírita, a Rádio Uirapuru conversou com o presidente do Centro Espírita Dias da Cruz, Paulo Eberhardt, que comentou sobre a trajetória de Divaldo Franco e o legado que ele deixa.

Segundo Paulo, Divaldo foi uma das maiores “antenas mediúnicas” que o mundo já viu, depois de Chico Xavier. A principal diferença entre os dois, segundo ele, é que Chico psicografou mais de 400 livros e permanecia na casa espírita acolhendo famílias enlutadas, enquanto Divaldo viajava para divulgar a doutrina espírita.
Um dos trabalhos sociais de maior impacto na sociedade foi o apoio a crianças carentes. Embora não tivesse filhos biológicos, Divaldo adotou mais de 685 filhos. Este será, segundo Paulo, o maior legado deixado por ele: o amor incondicional pelas pessoas.

Paulo Eberhardt destacou ainda que, nos últimos dias, Divaldo já previa sua morte, pois dizia que o espírito de sua mãe estava cada vez mais próximo.