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Geral

Dia do Assistente Social: profissionais que enfrentam desigualdades e fortalecem comunidades, afirma secretária municipal

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

Nesta quarta-feira, 15 de maio, é celebrado o Dia do Assistente Social no Brasil. A data marca a regulamentação da profissão por meio do Decreto 994/62, que instituiu o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), responsável por normatizar e defender a atuação da categoria no país. Mais do que uma comemoração, a data convida à reflexão sobre o papel essencial desses profissionais na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Em entrevista à Rádio Uirapuru, a secretária de Cidadania e Assistência Social de Passo Fundo, Elenir Chapuis, destacou a importância do trabalho dos assistentes sociais, que atuam cotidianamente em defesa dos direitos da população, especialmente de grupos em situação de vulnerabilidade.

“Essa é uma oportunidade de valorizar o trabalho desses profissionais, que dedicam suas vidas a promover a justiça social e a dignidade de todos. Também é um momento para reconhecer os desafios enfrentados no dia a dia da profissão”, ressaltou.

O principal desafio da profissão, segundo a secretária, está relacionado à complexidade social dos atendimentos. Embora os programas e políticas públicas estejam ancorados em diretrizes nacionais, a atuação precisa considerar as particularidades de cada pessoa, família e comunidade.

“O trabalho precisa ser coletivo, mas também precisa chegar ao individual. Cada história, cada contexto, exige uma escuta atenta e um olhar sensível”, explicou.

Em Passo Fundo, mais de 30 assistentes sociais atuam diretamente na rede municipal de proteção social, inseridos em equipamentos como os CRAS (Centros de Referência de Assistência Social), CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), Centro POP e casas de acolhimento. Esses espaços acolhem e acompanham públicos diversos, como crianças, mulheres, pessoas com deficiência e em situação de rua.

A atuação desses profissionais inclui desde o diagnóstico social até o planejamento e execução de políticas públicas, em parceria com outras áreas, como saúde, educação e habitação.

Além dos serviços previstos na política nacional de assistência social, Passo Fundo conta com iniciativas próprias, como o Programa Apoiar e Comprometer, o Família Acolhedora, a Guarda Subsidiada e o Apadrinhamento Afetivo. Esses programas reforçam o compromisso da gestão com a proteção social e ampliam o alcance da rede de apoio à população.

“O assistente social realiza uma escuta qualificada e fortalece a capacidade de enfrentamento das pessoas. Atua de forma ética, respeitando os direitos e a dignidade de cada indivíduo, sempre buscando promover a inclusão e a justiça social”, concluiu a secretária.