Skip to content

Política

Relator do projeto quer a redução do período de concessão da área do Aeroclube de Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

Um projeto do Executivo Municipal que tramita na Câmara de Vereadores de Passo Fundo está causando polêmica. Trata-se da renovação da concessão de 20 anos de área pública ao Aeroclube Passo Fundo.

 

Ontem (5), durante a programação da Uirapuru, muitos ouvintes se manifestaram contrários a ocupação da área pública para atividade privada, visando que a concessão não seja liberada.

 

Conforme o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Carlos Eduardo Lopes da Silva (Cadu), a concessão da área de cerca de 52 hectares, já está em posse do aeroclube desde outras várias gestões. Destacou que o projeto é necessário para a regularização da situação de outorga do aeroclube junto à Secretaria de Aviação Civil. Isso vai possibilitar a continuidade das suas atividades, que consistem na formação de pilotos e na divulgação da aviação em Passo Fundo.

 

O secretário afirmou que o projeto foi encaminhado a pedido do próprio aeroclube, que demonstrou a intenção em permanecer no mesmo local. Por isso, não houve nenhum estudo para realocar o aeroclube para outros lugares, como o aeroporto, como se tem cogitado, ou até mesmo para a utilização da área para a construção de um novo aeroporto.

 

Cadu contou que, dentro da nova concessão, a Prefeitura buscou melhorar a relação daquele que terá direito ao uso do local com a comunidade, por meio de um termo de gestão, semelhante ao que o Estado tem com o aeroporto Lauro Kortz. O documento define os direitos, deveres e atribuições para que a área seja explorada da melhor forma possível.

 

Em entrevista à Rádio Uirapuru, o relator do projeto na Câmara de Vereadores, Mateus Wesp, disse que vai propor à Prefeitura reduzir o período de concessão para dois a cinco anos, no máximo. Esse tempo pode ser suficiente para a aprovação do projeto de parceria público-privada, de autoria do vereador, que vai possibilitar ao município novos investimentos, e da reforma e ampliação do aeroporto Lauro Kortz.

 

Wesp afirmou que é sim desejo do aeroclube ocupar um hangar do aeroporto, mas após a sua revitalização, porque a escola não possui hoje torre de voo. O projeto de reforma prevê espaços para hangares privados, que poderiam ser usados.

 

O vereador afirma que, com isso, vai se liberar a área atual do aeroclube, na saída para Carazinho, com 52 hectares, para outros fins, como instalação de um distrito industrial ou ainda para abrigar as famílias que hoje invadem áreas públicas e privadas.

 

O secretário Cadu disse que vai aguardar as sugestões ou medidas de operações que serão encaminhadas pelos vereadores. O tema será tratado com urgência.