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Cidade

Corsan intensifica campanha para que moradores de Passo Fundo liguem suas casas à rede de esgoto

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

Foto Ilustrativa/ Freepik

A Corsan está promovendo uma campanha em Passo Fundo para incentivar que moradores realizem a ligação de suas residências à rede de esgotamento sanitário já disponível em diversos pontos da cidade. A ação ocorre no contexto da meta nacional prevista pelo novo Marco Legal do Saneamento, que exige que 90% da população esteja conectada à rede de esgoto até 2033.

Atualmente, o índice de cobertura em Passo Fundo está em 42%, número considerado elevado em comparação à média dos demais municípios atendidos pela companhia, que gira em torno de 27%. Para atingir a meta, a Corsan está ampliando obras em diferentes regiões da cidade. Entre os trechos em obras estão as ruas Moron, Independência e General Osório — esta última no trecho entre a Sete de Setembro e a Mascarenhas. “Investimos nessas áreas porque concentram muitos prédios, empresas e comércios. A densidade populacional é um fator estratégico para aumentar rapidamente o índice de cobertura”, explicou Aldomir Santi, gestor de relações institucionais da Corsan.

Na zona leste, as intervenções continuam em ritmo acelerado na Grande Vera Cruz. “Já entregamos um bom percentual de ligações na região da Dona Júlia e agora vamos avançar ainda mais com duas empresas contratadas para dar continuidade aos serviços”, afirmou Santi. Segundo ele, o planejamento é alcançar os 90% de cobertura em Passo Fundo já em 2031 — dois anos antes da meta nacional.

Multa por não ligar

A campanha da Corsan não se limita à conscientização. Quem for notificado pela companhia e não realizar a conexão no prazo estipulado pode ter prejuízo no bolso. “O morador tem até 120 dias para fazer a ligação a partir do recebimento da notificação. Se se ligar em até 30 dias, tem desconto na taxa e seis meses de carência na cobrança da tarifa. Após esse período, perde os benefícios e passa a pagar o dobro do valor da tarifa normal”, alertou Santi.

O valor adicional não fica com a Corsan. Vai para um fundo da Agergs, a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul. “Foi uma forma que a agência encontrou para incentivar as pessoas a se conectarem”, acrescentou.

A Corsan deixa uma caixa de espera em frente à residência ou ao prédio, ponto onde o imóvel deve ser conectado. “O esgoto da casa — do vaso sanitário, pia, chuveiro, tanque — precisa ser reunido e levado até esse ponto. Inclusive, fossas sépticas e poços negros precisam ser isolados, porque o nosso sistema está preparado para receber o esgoto in natura”, explicou o gestor.

Dificuldades e alternativas

Alguns moradores têm dificuldades técnicas ou financeiras para realizar a ligação. Quem vive em imóveis com soleira negativa — ou seja, abaixo do nível da rua — ainda não está sendo notificado. “Estamos estudando alternativas com a agência reguladora. Pode ser que a Corsan venha a financiar ou viabilizar a instalação de coletores de fundo, que facilitam essas ligações”, adiantou Santi.

Já para as famílias em situação de vulnerabilidade, há a possibilidade de aderir à tarifa social, que garante 60% de desconto no valor das tarifas de água e esgoto. “Sabemos que há transtornos. Às vezes, o morador vai ter que quebrar calçada, reunir todo o esgoto da casa em uma caixa, abrir valas. Mas é um passo necessário e obrigatório”, destacou.

Canais de atendimento

Moradores podem buscar informações e fazer solicitações pelos canais da Corsan:

  • Site: www.corsan.com.br (Unidade de Atendimento Virtual)

  • Aplicativo: Corsan (disponível para smartphones)

  • WhatsApp: (51) 99704-6644

  • Telefone gratuito: 0800 646 6444

  • Atendimento presencial: Travessa Mem de Sá, 55 – Bairro Rodrigues, próximo ao Colégio Tiradentes, das 8h às 16h30, sem fechar ao meio-dia.

“Quem puder, utilize os canais digitais. Facilita muito, gera protocolo e evita deslocamentos desnecessários”, orientou Santi.

Além do avanço nas obras de esgotamento, a Corsan também monitora o abastecimento de água na cidade. Segundo o gestor, o nível da barragem na região do Mato Castelhano está abaixo do esperado, devido à baixa precipitação nos últimos meses. “Dos últimos dez meses, apenas dezembro teve chuva acima da média. Janeiro e fevereiro foram muito quentes, o que intensificou a evaporação. Estamos atentos e na expectativa de chuvas mais consistentes agora em maio para recuperar os níveis da barragem e garantir o abastecimento no próximo verão”, completou.