Nas Entrelinhas: Casos de descontos indevidos no INSS devem levar tempo para serem resolvidos, avalia comentarista
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Durante o comentário no quadro Nas Entrelinhas desta quarta-feira (7), na Rádio Uirapuru, o jornalista Mauro Vinicius de Moraes avaliou as recentes informações sobre descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas, reveladas a partir de apurações da Polícia Federal. Segundo ele, apesar da indignação dos lesados e do desejo por um ressarcimento rápido, a burocracia e a complexidade do caso indicam que a resolução será demorada.
A investigação aponta indícios de pagamentos irregulares — o chamado “propinaço” — e a existência de falsificações em autorizações de descontos. Para Mauro Vinicius, há diversos obstáculos que tornam improvável um desfecho imediato, como a comprovação de que o beneficiário foi de fato lesado, a ausência de verbas disponíveis e a dificuldade em identificar se o serviço contratado foi legítimo ou não.
“Há situações em que o aposentado ou pensionista realmente desejava aquele serviço. Como fazer essa distinção agora, anos depois?”, questionou. Ele também mencionou que muitos dos registros analisados envolvem documentos com assinaturas falsificadas, o que exigirá perícias e análises aprofundadas.
Outro ponto levantado é o impacto financeiro para o governo. O volume de recursos necessários para um eventual ressarcimento gira em torno de R$ 6 bilhões. “De onde vai sair esse dinheiro?”, indagou. Segundo ele, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não dispõe atualmente desse montante em caixa, o que dificulta ainda mais uma solução célere.
“A expectativa de que os valores sejam devolvidos rapidamente precisa ser ajustada. Infelizmente, a burocracia pública e a necessidade de comprovação tornam esse processo muito mais lento do que as pessoas esperam”, avalia Mauro Vinicius.
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