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Geral

Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida prevê ampliar em até 20% o acesso à casa própria para a classe média

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo
Passo Fundo registra R$ 127 milhões em vendas de imóveis nos últimos três meses
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O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, relançado pelo governo federal, passou a contar com uma nova categoria: a Faixa 4. Voltada para famílias com renda mensal bruta de até R$ 12 mil, essa modalidade amplia o acesso à moradia para uma parcela da população que, até então, ficava fora das faixas anteriores por ultrapassar os limites de renda.

Diferente das demais faixas, que oferecem subsídios e imóveis populares, a Faixa 4 tem foco em facilitar o financiamento com condições mais atrativas, como taxas de juros diferenciadas e prazos estendidos. O objetivo é atender principalmente famílias de classe média que enfrentam dificuldades para adquirir a casa própria no mercado convencional.

Em entrevista à Rádio Uirapuru, o diretor da Bortolini Imóveis, Ricardo Bortolini, destacou que esse novo formato busca atender um público que vinha sendo atendido apenas por financiamentos tradicionais, geralmente com juros mais altos. Segundo ele, a Faixa 4 permite a compra de imóveis novos ou usados, com valor de até R$ 500 mil.

A renda familiar pode chegar ao teto de R$ 12 mil, com taxa efetiva de financiamento em 10,47% ao ano. Dentro das novas regras, é possível financiar até 90% do valor de imóveis novos — sejam eles na planta, em construção ou com até seis meses de conclusão — e até 60% do valor de imóveis usados.

Bortolini também ressaltou que a nova faixa representa um impulso para o mercado imobiliário, injetando recursos antes inacessíveis e favorecendo o crescimento nas vendas, ao mesmo tempo em que proporciona a oportunidade da casa própria a quem antes não conseguia acessar esse patamar de valor.

A Faixa 4 entrou oficialmente em operação nesta segunda-feira, 5 de maio. A expectativa do governo federal e da Caixa Econômica Federal é beneficiar cerca de 120 mil famílias ainda em 2025, ampliando significativamente o acesso à moradia para a classe média brasileira.