Especialistas destacam os desafios para enfrentar as mudanças no mercado de trabalho
O mercado de trabalho está passando por mudanças significativas, impulsionadas pelas expectativas da Geração Z. Diferente das gerações anteriores, esses jovens valorizam propósito, flexibilidade e bem-estar acima de salários altos ou estabilidade tradicional. Eles buscam empresas que ofereçam um ambiente inclusivo, oportunidades de crescimento e um equilíbrio real entre vida pessoal e profissional.
O tema foi debatido no programa Sem Segredo de sábado e revelou a complexidade que é explicar este momento. Ao mesmo tempo que temos uma geração que não permanece muito tempo no emprego – a média é de dois anos –, há outras atuando neste mercado, e o conflito é inevitável. A Head de Carreiras da Atitus Educação , Júlia Andric, chama a atenção para a necessidade de observar as transformações e para que haja respeito mútuo entre as gerações:
Já Alessandra Smaniotto, administradora e mestre em psicologia, destacou que o conflito geracional é evidente e nunca vai terminar. Disse que as empresas precisam se adaptar aos novos tempos, ter paciência e entender que esta nova geração prima pela qualidade de vida. “Ela não quer comprar casa, carro… ela quer viajar e experienciar.” No entanto, a especialista manifestou uma preocupação com a forma como as famílias têm educado seus filhos para o mundo. “A falta de qualificação e a superproteção dos pais é um grande problema”, segundo Alessandra:
O coordenador do FGTAS/Sine, Cassiano Paim Bandeira, disse que a agência tem, em média, cerca de 100 a 180 vagas ofertadas por dia, mas não consegue preencher todas. O Sine auxilia o candidato a fazer o seu currículo e faz a aproximação com o empregador. Para ele, as razões do não preenchimento das vagas são várias, e uma delas é a qualificação.