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Agronegócios

Sindicato dos Trabalhadores Rurais espera negociação da aposentadoria rural

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Há poucos dias da apresentação do Relatório na Comissão Especial da Reforma da Previdência, prevista para o dia 18 de abril, o governo federal está disposto a negociar alguns pontos, como a aposentadoria rural. A manifestação foi feita pelo presidente Michel Temer, ontem (11), durante a abertura da reunião com líderes da base aliada da Câmara dos Deputados.

 

Na semana passada o governo já havia demonstrado interesse em manter a idade mínima de 60 para homens e 55 para mulheres para a aposentaria pela Previdência Social. Essa é uma das principais reivindicações dos movimentos rurais em todo o país e fruto de várias mobilizações ocorridas nos últimos meses. A proposta original, enviada ao Congresso Nacional, estabelece 65 anos para homem e 60 para mulher.

 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Passo Fundo, Alberi Ceolin, ressalta que o trabalhador rural é um assegurado especial e por isso a reforma precisa respeitar as diferenças entre os trabalhadores rural e urbano. Destaca que, enquanto o urbano tem como comprovar a sua atividade, os agricultores ficam a mercê da informalidade.

 

No campo, mesmo sem carteira assinada, as pessoas começam a ajudar na propriedade desde os 13 e 14 anos. Muitos não tem a oportunidade de fazer o ensino médio. O agricultor também não tem horários e está sujeito a todas as intempéries climáticas.

 

Para Ceolin, cinco anos a menos que os demais beneficiários do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) fazem a diferença. Explicou que quando o trabalhador rural se aposenta ele tem direito a receber um salário-mínimo e mesmo depois de aposentado vai continuar contribuindo com o Funrural e com o Sistema S.

 

Alberi Ceolin frisa que, se as reivindicações não forem atendidas, as centrais sindicais vão continuar a luta, sendo que uma grande mobilização nacional já está marcada para o dia 28 de abril.

 

A previdência rural é um dos temas que mais têm motivado a apresentação de emendas. Os outros pontos em discussão são: regras de transição, pensões, Benefício de Prestação Continuada e aposentadorias especiais para professores e policiais.