Rumo Logística afirma que segue em diálogo com o Governo Federal e operando no Rio Grande do Sul
Amanhã, dia 1º de maio, completa-se um ano da catástrofe climática que atingiu o Estado e causou dezenas de mortes. Com níveis de chuva sem precedentes, diversos deslizamentos de terra afetaram não apenas rodovias e residências, mas também uma antiga e importante forma de transporte de cargas: a ferrovia.
No Estado, a malha ferroviária é operada pela empresa Rumo Logística, que possui um terminal de cargas em Passo Fundo. No entanto, desde os deslizamentos causados pelas chuvas de 1º de maio de 2024, nenhum trem chegou ou partiu de Passo Fundo.
No trajeto ferroviário entre Passo Fundo e a região metropolitana, os trilhos passam por diversos túneis e áreas de serra e mata. Imagens registradas posteriormente mostraram que, em muitos desses locais, os trilhos simplesmente desapareceram ou os túneis foram encobertos por terra.
O impacto direto na logística local foi sentido principalmente no transporte de combustíveis, que eram trazidos por trem desde a região metropolitana até o terminal de Passo Fundo, de onde seguiam por caminhões para outras cidades. Desde maio, esse combustível precisa chegar exclusivamente por caminhões, o que encarece o custo final nas bombas.
Recentemente, surgiram informações de que, diante da situação que se arrasta há um ano, a Rumo teria anunciado o encerramento de suas operações no Estado. A Uirapuru entrou em contato com a empresa que, por meio de sua assessoria, não confirmou a informação e afirmou que continua operando em outra região do Estado. A empresa também informou que aguarda uma posição do Governo Federal para viabilizar o reparo da malha ferroviária.
Confira a nota na íntegra:
A empresa informa que a interrupção das atividades em Passo Fundo (RS) decorre da catástrofe climática. Em abril de 2024, a RUMO ofereceu a todos os colaboradores impactados oportunidades de realocação para outras funções e/ou localidades, em condições atrativas, com o objetivo de preservar a empregabilidade. As condições foram estabelecidas a partir de negociações específicas com o sindicato da categoria.
A concessionária ressalta ainda que o trecho ferroviário entre Cruz Alta e o Porto de Rio Grande segue operando normalmente no Estado. Em relação ao trecho do Tronco Sul, dada a complexidade e a abrangência da situação, a empresa segue em diálogo com o Governo Federal (poder concedente) e demais autoridades competentes do setor para uma avaliação conjunta do cenário.