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Geral

Família é base para o caráter do adolescente, mas ausência de limites e afeto pode levar à violência

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

A família é a principal responsável pela formação do caráter do adolescente, fase entre ser criança e ser adulto. E a violência gerada por alguns jovens é reflexo da estrutura familiar e da condição social em que vivem.
O tema foi debatido no programa Sem Segredo deste sábado. O médico psiquiatra Rogério Riffel alertou para que as famílias observem os sinais em crianças que se encaminham para a adolescência, quando elas não demonstram, por exemplo, empatia. Também recomendou que não adianta mandar que adolescentes se comportem de determinada maneira quando os próprios pais não dão exemplo. Segundo ele, se os pais não impõem limites e não dão afeto, os jovens encontrarão acolhimento em grupos que talvez não os levem para um bom caminho. Ouça o que diz o medico:

Adolescentes em sofrimento podem cair em armadilhas, como comunidades que incentivam automutilação ou suicídio, muitas vezes manipuladas por psicopatas. O professor Amilton Martins chamou atenção para o fato de que os pais estão cada vez mais transferindo suas responsabilidades para terceiros, como a internet.

Mestre em Serviço Social, a professora Clenir Moretto explicou que existem múltiplas adolescências, influenciadas por fatores econômicos, culturais e sociais. “Um adolescente de classe baixa pode entrar cedo no mercado de trabalho, enquanto um de classe média tem acesso a educação e lazer.”
A falta da figura paterna (presente em 51% dos lares brasileiros, segundo o IBGE) impacta o desenvolvimento, especialmente dos meninos, que enfrentam uma crise da masculinidade. Já as meninas sofrem mais pressão sobre a aparência e o corpo, influenciadas pelas redes sociais. A professora Clenir também chamou a atenção para a responsabilidade da escola: