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Polícia

Violência contra mulher: feriadão teve 21 pedidos de medidas protetivas e três prisões em flagrante em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Valorização e combate à violência contra a mulher são destaques na Câmara
Valorização e combate à violência contra a mulher são destaques na Câmara

O Rio Grande do Sul registrou um dos feriadões mais violentos da história. De sexta-feira (18) até segunda-feira (21), dez feminicídios foram registrados no Estado, em diferentes cidades e regiões. Na grande maioria dos casos, os autores dos assassinatos eram companheiro ou ex-companheiro das vítimas, revelando a crescente violência contra as mulheres.

Um dos casos que mais marcou o Estado foi na cidade vizinha de Ronda Alta, onde um homem, identificado como Juliano Henn, de 47 anos, matou a facadas a mulher, Leobaldina Rocha Lyrio, 41 anos, e a filha dela, Diênifer Rauani Lyrio Gonçalves, de 14 anos. Após o crime, o homem tirou a própria vida com um tiro de revolver .38. Os corpos foram sepultados na tarde de ontem, sob forte comoção da cidade.

De acordo com a delegada responsável pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Passo Fundo, Rafaela Bier, o feriadão foi violento em todo o estado e ascendeu um alerta das autoridades. Ela destaca que recebeu um recorde de ocorrências durante o período e detalhou que, em Passo Fundo, foram 21 pedidos de medidas protetivas de urgência solicitadas entre sexta-feira e segunda-feira e três prisões em flagrantes por violência doméstica. Isso demonstra que as mulheres estão instruídas sobre seus direitos e estão procurando denunciar seus agressores.

Conforme Rafaela, é fundamental que as mulheres denunciem e solicitem a medida protetiva. Além disso, qualquer pessoa que presenciar uma violência, pode informar as autoridades policiais.

Se a violência já aconteceu, a vítima deve ir na Delegacia da Mulher ou em qualquer delegacia para fazer o boletim de ocorrência e pedir medidas protetivas. Também é possível registrar uma ocorrência e pedir medida protetiva pela Delegacia Online.

A Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas pelo 180. A Defensoria Pública atende pelo telefone 0800-644-5556 e dá orientações sobre direitos e consulta a advogados.