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Geral

Sindicato dos Trabalhadores dos Correios teme demissão motivada e mais prejuízos à população

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Os rombos nos Correios, que nos últimos dois anos acumularam R$ 4 bilhões, sendo nesse primeiro trimestre R$ 400 milhões, têm impactado nos serviços oferecidos à população. Todos os dias a Rádio Uirapuru recebe inúmeras reclamações de atrasos de correspondências e de encomendas.

 

Na tentativa de equilibra as contas, os Correios têm optado pelo corte dos funcionários. Primeiro foi o Programa de Demissão Incentivada (PDI), em 2016. A meta era atingir 8 mil servidores, mas apenas 5,5 mil aderiram ao programa, desses mais de 500 do Rio Grande do Sul. Agora, a estatal estuda a demissão de concursados.

 

Conforme declaração do presidente dos Correios, Guilherme Campos, a estatal não têm condições de continuar arcando com a atual folha de pagamento. A empresa pública contratou um estudo para calcular quantos servidores teriam que ser demitidos para que o gasto com a folha fosse ajustado. O sindicato informou que já assegurou na Justiça a permanência dos concursados no estado.

 

O que preocupa a categoria é a demissão motivada, que não prevê nenhum benefício para os funcionários. Como não é possível demitir empregados de empresas públicas sem justa causa, a dispensa seria motivada por questões técnicas, econômicas e financeiras.

 

Para o sindicato as iniciativas adotadas pelos Correios não vão solucionar os problemas se não houver gestão. Os trabalhadores vão continuar sobrecarregados, as reclamações da comunidade vão aumentar e o resultado será a privatização da estatal. A troca da diretoria a cada eleição enfraquece o órgão.

 

Outra preocupação apontada pela categoria é a mudança do modelo de custeio do atual plano de saúde. A empresa pública justifica que esse benefício é o responsável pela maior parte do déficit registrado nos últimos anos. Cerca de 93% dos seus custos são com planos de saúde e 7% com os funcionários.