O editorial do Jornal TROCA-TROCA desta semana reflete sobre a função do trabalho para humanidade
O trabalho traz felicidade
O emprego/trabalho está, com certeza, entre os elementos mais dignos e essenciais para todos os seres humanos. Desempenha papel primordial na vida pessoal de todos os homens e mulheres, dá dignidade e autonomia à pessoa e sua família, gera tranquilidade interior e consolida uma ação social coletiva produtiva.
O trabalho/emprego viabiliza uma sociedade digna e próspera. Através do emprego/trabalho, o ser humano estabelece rumo exitoso para sua vida e dependentes além de contribuir para a formação de uma sociedade mais próspera e digna.
Na vida real, em termos práticos, o emprego/trabalho atinge positivamente a todos nós por concretizar as necessidades materiais de cada indivíduo e criar as condições para que se estabeleçam relações que edificam uma coletividade mais nobre justa, equilibrada.
Além disso, o trabalho/emprego também é uma forma de expressar identidades, valores, posturas criativas, habilidades e talentos de pessoas que terminam por servir de modelo aos seus semelhantes. Se tornam exemplos que arrastam! É possível dizer que isso abre novos caminhos para que a criatividade inerente a cada pessoa possa se materializar na vida cotidiana de quem precisa definir rumo para si e está diante de várias alternativas.
O trabalho/emprego quando se dissemina, se expande em qualquer região gera efervescência, uma roda viva positiva pois serão mais pessoas produzindo, consumindo e gerando desenvolvimento. Ressalta-se que quando falamos em trabalho nos referimos não só ao empregado mas também, quem emprega. Investidor, empresário e seus colaboradores: um necessita do outro.
Rabindranath Tagore, poeta, romancista, músico e dramaturgo indiano (o primeiro não europeu a conquistar um Nobel de Literatura em 1913) falecido em 7 de agosto de 1941 cunhou expressão sobre o que nós denominamos trabalho/emprego que viralizou em todo Planeta: “Adormeci e sonhei que a vida era alegria; despertei e vi que a vida era serviço; servi e vi que o serviço é que era alegria”. Quando voltamos os olhos para o passado da humanidade confirmamos que desde as remotíssimas civilizações das cavernas, sem postura de “trabalho árduo e incessante” não chegaríamos ao estágio atual.
Claro, não foi fácil essa caminhada. Períodos históricos, dependendo inclusive de modelos econômicos, ainda precisam evoluir. Épocas de escravagismo e feudais, as piores, foram superadas e continuamos avançando. Grande parte do que progredimos veio do que aprendemos com os erros e não os repetindo no andar dos tempos.
Ainda hoje temos obstáculos a superar, pois as relações de trabalho/emprego estão sujeitas as regras vigentes em cada sociedade. Mas a vida real nos mostra que progredimos muito e que é possível continuar evoluindo para que a visão de mundo de Tagore se torne padrão universal: “servi e vi que o serviço era uma alegria.”
Entre os cristãos a frase “ajuda-te que te ajudarei” é utilizada como se fosse uma manifestação divina estimulando o trabalho como forma ter uma vida melhor…
As sociedades mais avançadas, que vão servindo de modelo às demais, confirmam que estabelecer padrão de altivez para homens e mulheres que buscam trabalho gera ambiente positivo para os indivíduos e para a coletividade.
Mundo a fora incontáveis iniciativas buscam criar condições para que as pessoas trabalhem com dignidade e, a partir disso, consolidem uma vida pessoal e coletiva que gere felicidade e desenvolvimento.
Aqui em Passo Fundo temos essa iniciativa da Prefeitura denominada “Café com emprego” que ganhou repercussão estadual onde quem comparece em busca de trabalho confraterniza num café da manhã e recebe orientações para confecção de currículo, treinamento para várias atividades e onde pode encontrar diretamente uma empregabilidade.
Ah, sim, Tagore estava com a razão…