Dia do Infectologista: alternativas de tratamento para agentes infecciosos resistentes é desafio
Celebrado hoje, 11 de abril, o Dia do Infectologista é uma data especial para reconhecer a importância desses profissionais na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças infecciosas.
Em um cenário onde novas ameaças à saúde pública continuam a surgir — como vimos com a pandemia de Covid-19 —, o papel do infectologista se mostra cada vez mais essencial, não apenas dentro dos hospitais, mas também na formulação de políticas públicas de saúde e no combate à desinformação.
Durante a pandemia, em Passo Fundo, todos os profissionais da saúde se arriscaram diante de um inimigo desconhecido, sendo o infectologista um dos protagonistas na luta contra o novo vírus.
A Uirapuru conversou com o Dr. Gilberto Barbosa, infectologista e integrante do Corpo Clínico do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo.
Conforme ele, a infectologia é responsável pelo diagnóstico e tratamento de doenças infecciosas. No entanto, com o advento do HIV, houve uma grande evolução no campo da imunologia como um todo.
No enfrentamento de epidemias, o epidemiologista também tem papel de destaque, atuando na linha de frente. O médico citou como grandes desafios o surto de H1N1, em 2009, e, mais recentemente, a pandemia da Covid-19 — momentos marcantes para a área.
Ele destacou que atualmente há grande atualização no setor, com sociedades de infectologia conectadas ao que há de mais avançado no mundo. Com isso, o infectologista se mantém constantemente atualizado.
Ainda no campo dos desafios, o Dr. Gilberto frisou que a resistência bacteriana aos tratamentos é uma das maiores preocupações da área. Nesse aspecto, a pesquisa por inovações é sempre urgente.
Além disso, o médico ressaltou a importância de hábitos simples, como a higiene adequada das mãos, que devem ser constantemente promovidos. Ele também fez um apelo para que a população busque as vacinas — ferramenta essencial no combate a agentes infecciosos.