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Política

Para jurista, Lava Jato traz nova cultura no modo da justiça proceder no combate à corrupção

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A maior operação contra a lavagem de dinheiro do Brasil, a Lava Jato completou três anos em abril. A cada delação premiada são revelados novos personagens e confirmados nomes de figuras políticas já carimbadas em esquemas de corrupção. Até hoje foram 89 condenações e 127 acordos de delações premiadas homologadas no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

No programa Emoção, Afeto e Comportamento desta terça-feira (25), o advogado Augusto Fragomeni Olivais destacou que a Lava Jato iniciou com uma investigação de um delito econômico no país de menor importância e acabou desvelando o maior caso de corrupção do planeta. Os escândalos envolvem políticos e empresários das mais variadas áreas e posições ideológicas. A operação rastreou, até o momento, R$ 4,1 bilhões pagos em propina a autoridades.

 

Olivais acredita que pelo clamor da população, a operação vai continuar tendo êxito e apontando novos nomes. O jurista ressaltou que a Lava Jato traz uma nova cultura no modo da justiça proceder, com medidas mais energéticas como se tem visto com as conduções coercitivas e com as prisões preventivas. Até então não vinham sendo tomadas com tanta frequência e agora se mostraram indispensáveis para a elucidação de tantos fatos.

 

Augusto Olivais explicou que vários fatores ocasionaram o quadro atual da corrupção. De um lado está a população que usa mal o seu direito de voto e o estado que deixa a desejar no cerco fiscalizatório e, do outro, as organizações criminosas, que estão altamente profissionalizadas, com sistemas informatizados que dificultam o rastreamento das operações.