Câmara aprova reajuste dos servidores municipais, sob protesto dos professores
Sob protesto dos professores e com 12 votos favoráveis e quatro contrários, a Câmara de Vereadores de Passo Fundo aprovou o reajuste de 5,06% sobre os salários dos servidores e de 6,25% no vale-alimentação. Os projetos de revisão salarial valem para os servidores do quadro geral e do magistério, além dos servidores da Câmara. A lei aprovada entra em vigor a partir da data de sua publicação, produzindo seus efeitos a partir de 1º de março de 2025. Antes da votação, os vereadores se revezaram na tribuna entre críticas e apoio ao projeto. O plenário esteve lotado e com manifestações dos professores.
Antes da sessão, e à pedido da vereadora Regina dos Santos, o diretor do CMP-Sindicato, Tiago Machado, detalhou as reivindicações dos professores, sobretudo, sobre os índices de reajuste. Os professores discordam do reajuste dado e consideram em sua pauta os valores relacionados especificamente ao piso nacional do magistério.
Segundo o dirigente, o piso da categoria é R$ 2.510,00 e com o índice dado pelo Executivo, corresponde a um salário de R$ 2.637,25, ou seja, R$ 127,00 de aumento para os professores municipais. Estamos brigando pelo índice nacional do magistério, que é 6,27%. Quanto custaria? Representaria um salário de R$ 2.667,63, ou seja, R$ 157,00 a mais”, apontou Machado, ao contestar as justificativas do Executivo para o índice ofertado.
Conforme ele, a categoria é composta por 1,5 mil professores em Passo Fundo. “Não podemos trabalhar de fato o percentual do piso do magistério para o quadro inteiro dos servidores, mas é imprescindível que comece a repassar os percentuais das verbas do Fundeb para os professores”, cobrou, ao mencionar a separação das datas-bases. O Fundeb é o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação.