Outono e inverno favorecem doenças respiratórias: saiba como se proteger
Com a chegada do outono, as mudanças climáticas trazem alterações na umidade do ar, maior concentração de poeira e pólen, criando um ambiente propício para o surgimento de doenças respiratórias. Entre essas doenças, a faringite se destaca, podendo ter origem viral ou bacteriana.
O tema foi abordado em entrevista à Rádio Uirapuru com o médico Alberi Grando, que destacou que “as mudanças de temperatura afetam principalmente crianças e idosos, tornando-os mais vulneráveis a doenças respiratórias”. Segundo ele, nesta época do ano, podem ocorrer desde quadros alérgicos, como a rinite, até infecções bacterianas mais graves, como a pneumonia.
Sobre a faringite, o especialista esclarece que a diferença entre uma infecção viral e uma bacteriana está nos sintomas e na duração da doença. “Quando é viral, geralmente é autolimitada e não necessita de antibóticos. Mas se houver febre persistente e secreção purulenta, pode indicar uma infecção bacteriana, exigindo tratamento adequado”, destaca.
Outro ponto de atenção é o uso frequente e indevido de antibóticos. Grando alerta que “o antibótico deve ser usado apenas quando há confirmação de infecção bacteriana. O uso indiscriminado pode gerar resistência bacteriana, dificultando tratamentos futuros”. Ele reforça que doenças virais, em sua maioria, melhoram com repouso e hidratação, sem necessidade de medicamentos.
Doenças respiratórias podem se manifestar de forma aguda ou crônica. Infecções agudas, como uma laringite, tendem a se resolver naturalmente. No entanto, doenças crônicas, como asma e bronquite, exigem acompanhamento para evitar complicações.
Outro ponto abordado foi a exposição de crianças em creches e berçários, onde o contato constante com vírus é comum. Segundo o médico, os pais devem estar atentos aos sinais de alerta. “O principal sintoma preocupante é a febre persistente. Se durar mais de 24 horas e vier acompanhada de tosse intensa, dificuldade para respirar ou perda de apetite, um médico deve ser consultado”, orienta.
Para atravessar esse período com mais segurança, a prevenção é fundamental. “Manter a hidratação, evitar mudanças bruscas de temperatura e buscar atendimento médico ao primeiro sinal de complicação são medidas essenciais”, conclui Grando.