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Economia

Economista alerta para uso racional de novo consignado para CLT e risco de endividamento

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
Consumidores devem priorizar pagamento de despesas essenciais, orienta Balcão do Consumidor
Consumidores devem priorizar pagamento de despesas essenciais, orienta Balcão do Consumidor

Desde sexta-feira (21), entrou em vigor o Programa Crédito do Trabalhador na Carteira Digital de Trabalho, que tem como objetivo oferecer crédito com juros mais baixos para cerca de 47 milhões de trabalhadores. A medida beneficia empregados da iniciativa privada com carteira assinada, incluindo trabalhadores domésticos, rurais e aqueles contratados por microempreendedores individuais (MEI).

Com a proposta de proporcionar condições mais acessíveis para a população, o crédito consignado, que já é praticado há décadas para servidores públicos e segurados do INSS, será ampliado para esse novo grupo. A principal vantagem desse tipo de crédito é a taxa de juros mais baixa, pois as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento, o que diminui o risco de inadimplência.

No entanto, a situação de aposentados superendividados, que já enfrentam problemas com consignados e recebem um salário líquido baixo devido aos descontos, foi um desafio que se arrasta há anos.

Atenta a essa realidade, a Uirapuru conversou com a economista e doutora em economia, professora Cleide Moretto. Ela destacou que é preciso ter cautela na utilização dos recursos para não aumentar o número de endividados. Segundo a economista, é fundamental que o trabalhador se pergunte se o crédito será utilizado para um investimento ou para um gasto realmente necessário, ou se será apenas mais uma opção de consumo diante de uma renda que, na prática, não existe.

Cleide Moretto alertou que as pessoas só devem gastar mais se tiverem mais renda disponível e não através de empréstimos.