Jurista acredita que a partir da delação premiada do ex-ministro Palloci Brasil pode ser passado a limpo
A possibilidade de delação premiada do ex-ministro da Fazenda Antônio Palloci tem preocupado a classe política e empresários que podem ser incriminados por um eventual depoimento. Há boatos de que está em construção um acordão em favor do Brasil para que Palloci não faça a delação.
Alguns acreditam que se o ex-ministro contar tudo o que sabe sobre o seu período no governo federal e dos acertos que possivelmente tenham acontecido não vai sobrar nenhum político.
O próprio Palocci garantiu em uma audiência com o juiz Sérgio Moro que pode revelar informações para, pelo menos, mais um ano de investigação da Lava Jato. A delação teria consequências ainda maiores para a economia do país, com implicações para diversos setores da sociedade e também para instituições.
Na Uirapuru, o advogado Osmar Teixeira disse que, em razão disso, o país vive um dilema entre passar a limpo a sua história política e a dos últimos governos ou passar um pente fino. O jurista explicou que é importante que se esclareça quem é o corrupto e quem é o corruptor para que seja feita a limpeza dos processos políticos.
O advogado destacou que é importante que haja um acordo para colocar o Brasil nos trilhos, mas não um que encubra as sujeiras. Estudos apontam que o país vai levar dez anos para se recuperar dos impactos da corrupção. Teixeira disse que a partir da delação de Palloci muitos assuntos vão ser esclarecidos e os líderes políticos que sobrarem vão poder acertar a vida política do Brasil e impulsionar o seu desenvolvimento.
Para o advogado, é preciso passar o Brasil a limpo e reiniciar o processo do zero, com o mínimo de ética, de responsabilidade e de honestidade exigida para o exercício de um cargo público. Isso é o que se espera do país.